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Fiat G.50 Freccia

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O Fiat G.50 Freccia (Flecha) foi o primeiro caça monoplano italiano totalmente metálico, com trem de aterragem retráctil e cockpit fechado, produzido em serie. 
No inicio de 1938 os Freccia entraram ao serviço da Regia Aeronautica, e do o seu braço expedicionário, a Aviazione Legionaria, em Espanha, onde deram provas de uma espantosa velocidade para a época, alcançando 470 km/h, velocidade ao nível dos seu contemporâneos Messerschmitt Bf-109 e Polikarpov I-16 e, como a maior parte das aeronaves italianas, muito manobráveis. 
Contudo, o seu armamento inadequado não lhe permitia alcançar a performance que os pilotos desejavam em combate. Os designers italianos, preferiam sacrificar poder de fogo e proteção do piloto para ter maior manobrabilidade e velocidade, ao contrário dos alemães, britânicos e americanos que tinham especial preocupação com a protecção do piloto e em equipar as aeronaves com armamento adequado. 
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Ano
1937
Pais de Origem
Itália
Função
Caça
Variante
G.50
Tripulação
1
Motor
1 x Motor radial Fiat A.74 R.C.38 de 14 cilindros e 870 cv
Peso (Kg)
Vazio
1963
Máximo
2403

Dimensões (m)
Comprimento
7,80
Envergadura
11,00
Altura
3,22

Performance (Km)
Velocidade Máxima
473
Teto Máximo
10750
Raio de ação
670
Armamento
2 x metralhadora Breda-SAFAT de 12.7mm 


Países operadores
Italia, Alemanha, Espanha, Jugoslavia
Fontes
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GALERIA
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Segundo protótipo do Fiat G.50
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Fiat G.50 em Rhodes Grécia, 1942

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Um G.50bis e um Bf-110 no mediterrâneo
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Na Libia, 1940

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Fiat G.50Bis, Libia, 1940

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 Um Ju-87B e um G.50  nos Balcãs, 1941

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HISTÓRIA
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O Fiat G.50 da foi projetado por Giuseppe Gabrielli, a partir de abril de 1935. A construção de dois protótipos em meados do verão de 1936, foi confiada as oficinas da CMASA (Costruzioni Meccaniche Aeronautiche SA), uma subsidiária da Fiat em Marina di Pisa. O voo do primeiro protótipo ocorreu em 26 de fevereiro de 1937 em Caselle, Turim, no qual a aeronave atingiu uma velocidade máxima de 472 km/h, e subiu aos 6.000 metros em seis minutos, 40 segundos.

O Fiat G.50 era um monoplano de asa baixa de construção metálica, e uma fuselagem semi-monocoque com revestimento de liga leve, e asas com uma longarina em aço e nervuras de alumínio revestidas de liga leve. O motor era um Fiat A.74 R.C.38 de 14 cilindros radial refrigerado a ar que desenvolvia 870cv, movendo uma hélice de três pás de velocidade constante. A carenagem NACA, do motor acomodava na parte superior duas metralhadoras sincronizadas Breda-SAFAT de 12.7 mm com 300 munições por arma, e uma mira refletora. O piloto dispunha de um cockpit totalmente fechado com uma carlinga deslizante. O trem de aterragem era totalmente retráctil. 

Em setembro de 1937, a Fiat recebeu um primeiro pedido de 45 aeronaves.

Antes de colocar uma encomenda maior, o Ministério da Aeronáutica realizou testes comparativos com o novo Macchi MC.200 durante os quais o segundo protótipo se despenhou depois do caça não conseguir sair de um mergulho a alta velocidade. Posteriores testes de voo em Guidonia mostraram que a aeronave entrava facilmente uma rotação descontrolada, característica altamente perigosa, especialmente a baixa altitude de onde era impossível recuperar. Outro acidente aconteceria durante a visita a Guidonia do rei Victor Emmanuel III e primeiro-ministro Benito Mussolini,  onde durante uma passagem a baixa altitude se despenharia outra aeronave Fiat G.50, matando o piloto. 

Apesar dos acidentes, os testes foram considerados satisfatórios e como o G.50 era mais manobrável que o MC.200 a Comissão da Regia Aeronautica decidiu aprovar também para produção o G.50 conjuntamente com o MC.200. 

As estregas a Regia Aeronautica começaram no início de 1938, e como os pilotos não gostaram da carlinga fechada por ser retirar visibilidade e ser difícil de abrir os foi instalada a partir da segunda encomenda (200 aeronaves) uma carlinga aberta. A partir de 1939 a produção passou a ser feita pela CMASA EM Marina di Pisa, Toscânia. 

A Regia Aeronautica pediria uma versão de dois lugares para instrução (Fiat G.50/B), da qual seriam produzidas 106 aeronaves. Uma delas seria adaptada para uma versão naval destinada ao porta-aviões Aquila, que acabaria por não ser construído. 

Em setembro de 1940 surgiria uma versão ligeiramente melhorada, o G.50bis cuja principal melhoria era o maior raio de combate obtido pela instalação de um tanque adicional de 104 litros, que permitiu o aumento do alcance de combate de 645 km para 1.000 km. 

51º Stormo no aeródromo de Ciampino perto de Roma
A derradeira versão G.50/V (Veloce), não passaria de um protótipo. Tratava-se de um Fiat G.50 adaptada a um motor Daimler-Benz DB.601 de 1,075cv, com o que se pretendia obter uma velocidade máxima de 570 km/h (a Fiat tinha obtido uma licença para produção daquele motor). Porém Gabrielli já tinha projetado o Fiat G.55, e por isso o projeto foi abandonado em detrimento da nova aeronave. 

A produção total de Fiat G.50 seriam 740 aeronaves, 426 produzidas pela Fiat Aviazione e 358 pela CMASA. Dessas foram exportadas 13 para Espanha, 35 para a Finlândia e 10 para a Croácia. 

A primeira atividade operacional do G.50 foi em Espanha para onde a Regia Aeronautica enviou 12 aeronaves em 1938 para reforçar a Aviazione Legionaria que apoiava as forças rebeldes de Franco. Aí a aeronave demonstrou ser extremamente manobrável e um dos melhores caças italianos, no entanto, quando começou a segunda guerra mundial, estava já ultrapassado, para além de deficientemente armado. 

Quando em 10 de junho de 1940 a Itália entrou na segunda guerra mundial, declarando guerra a França, apenas estavam operacionais 118 Fiat G.50, a maioria deles afetos ao 51º Stormo (grupo) sediado no aeródromo de Ciampino perto de Roma e ao 52º Stormo em Pontedera

Fiat G.50Bis na Libia
O Fiat G.50, entrou em acção pela primeira vez na segunda guerra mundial em 28 de outubro de 1940 sobre os Balcãs e o mar Egeu, operando a partir de aeródromos localizados em Berat, Devoll e Grottaglie, quando a Itália atacou a Grécia através da Albânia.

Durante a campanha grega, as condições meteorológicas adversas dificultaram as operações aéreas durante a maior parte do tempo. Apesar disso aconteceram vários combates aéreos, cujos resultados foram claramente exagerados por ambos os beligerantes. A partir do inicio de fevereiro de 1941, caças Hawker Hurricane entraram em combate nesta frente da guerra operando a partir de Paramythia como escolta aos bombardeiros da RAF e no final de fevereiro unidades da RAF intercetaram um grupo de bombardeiros italianos e respetivas escoltas reclamando o abate de 27 aeronaves. Após esta batalha a Regia Aeronautica deixou de operar neste teatro da Guerra.

Durante a Batalha de Inglaterra os G.50 estacionados na Bélgica ocupada, como parte do Corpo Aereo Italiano, voaram 429 missões mas nunca entraram em combate com qualquer aeronave. 

As experiências com os G.50, sobre Grã-Bretanha mostraram que a aeronave era inadequada ou mesmo inútil em qualquer missão uma vez que o seu curto alcance não lhe permitia atingir qualquer alvo em Inglaterra. Quando em 5 de novembro de 1940 alguns Fiat G.50 avistaram alguns Hawker Hurricane sobre o continente e foram incapazes de efetuar a interceção ficou demonstrada a sua inadequação ao combate. O mesmo aconteceu mais tarde quando um Bristol Blenheim atacou o aeródromo de Maldegem, e os G.50 foram incapazes de o interceptar. 

Fiat G.50Bis na Libia
Os Fiat G.50bis com um maior raio de combate foi usada principalmente em África, na segunda metade da guerra onde operou como um caça multi-função e ataque ao solo. O G.50 não transportava bombas mas disparava balas incendiarias e explosivas, e apesar de mais lento e menos armado conseguia por vezes surpreender os Hurricane e P-40 britânicos, graças a sua superior capacidade de manobra. 

No inicio da invasão aliada da Sicília, o G.50 era a aeronave mais numeroso da Regia Aeronautica para contra-atacar o desembarque dos aliados. Uma unidade de ataque solo especializados, o 50º Stormo, foi equipada com caças Fiat G.50 bis mas apena foi deslocada para o sul de Itália quando começou a invasão, em 10 de julho de 1943, a que se seguiram mais unidades levado às pressas para a área para atacarem os navios de desembarque, as tropas e os reabastecimentos aliados. Porém esta unidades nada puderam fazer contra a superioridade aérea aliada em número e qualidade de aeronaves, tendo sido completamente destruídas. 

Após a rendição Italiana apenas algumas aeronaves Fiat G.50 tinham sobrevivido, a maioria das quais foram integradas na Aeronautica del Sud, que se juntou aos aliados contra a Alemanha. 

O Fiat G.50 teria no entanto algum sucesso nas duas guerras finlandesas contra a União Soviética, a Guerra de Inverno de 1939 a 1940 e a Guerra da Continuação entre 1941 e 1944.

No final de 1939, antes da eclosão das hostilidades, a Finlândia adquiriu 35 Fiat G.50 os primeiros dos quais entregues antes de fevereiro de 1940 e os restantes recebidos no dia anterior as tréguas da Guerra de Inverno a 12 de Março de 1940 (dois deles seriam destruído no transporte). 

Embora tenham chegado tarde para serem utilizados na Guerra de Inverno tiveram uma participação ativa na Guerra da Continuação logo no seu inicio em 25 de Junho de 1941, tendo abatido 13 de uma formação de 15 bombardeiros Tupolev SB soviéticos. 

Durante a Guerra da Continuação, os Fiat G.50 foram ainda bem sucedidos durante a ofensiva finlandesa de 1941, reclamando 52 vitórias com a perda de apenas 2 aeronaves. Após esta ofensiva os soviéticos, trouxeram para a região novos caças mais capazes pelo que entre 1942 e 1943, os Fiat Finlandeses degradados e com falta de peças de reposição, passaram a efetuar um reduzido número de ações. Esta situação não apaga o facto de entre 30 de novembro de 1939 e 4 de setembro de 1944, os 33 Fiat G.50 da «HLeLv 26» terem abatido 99 aviões inimigos, incluindo aeronaves mais modernas. No mesmo período, os esquadrões finlandeses perderam 41 aeronaves de vários tipos, mas desses apenas três eram Fiat G.50.
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DESENHOS
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PERFIL
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FONTES
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VER TAMBÉM
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Fiat CR.42 Falco

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O Fiat CR.42 “Falco” (Falcão) foi um caça biplano usado primariamente pela Regia Aeronautica Italiana (Real Força Aérea Italiana) durante a Segunda Guerra Mundial. Esta aeronave foi produzida pela Fiat, com base no anterior CR.32, e entrou ao serviço em diversas forças aéreas, nomeadamente a Belga, Sueca, Hungara e Espanhola. Com mais de 1 800 exemplares construídos, foi a aeronave italiana mais produzida a participar na Segunda Guerra Mundial e o último caça biplano a ser construído pela Fiat, representando em conjunto com o Gloster Gladiator as ultimas aeronaves da classe dos biplanos mais avançados.
A RAF andou sempre de olhos postos neste biplano devido à sua excelente manobrabilidade, chegando a declarar que " era de uma força excepcional" , embora estivesse já obsoleto perante os recentes aviões monoplanos mais rápidos e com melhor armamento. 
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Ano
1939
Pais de Origem
Itália
Função
Caça
Variante
CR.42bis
Tripulação
1
Motor
1 x Motor radial Fiat A.74 RC38 de 14 cilindros
Peso (Kg)
Vazio
1782
Máximo
2295

Dimensões (m)
Comprimento
8.25
Envergadura
9.70 (6.5)
Altura
3.59

Performance (Km)
Velocidade Máxima
441
Teto Máximo
10210
Raio de ação
780
Armamento
2 × metralhadoras Breda SAFAT de 12.7 mm com 400 tiros, na fuselagem (armamento standard)
2 ×  metralhadoras Breda SAFAT de 12.7 mm nas asas (na versão Ter)
Suportes nas asas para duas bombas de até 100Kg
Países operadores
Italia, Alemanha, Belgica, Croacia, Secia, Reino Unido
Fontes
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GALERIA
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HISTÓRIA
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O CR.42 foi um design evolutivo baseado no CR.32 anterior da Fiat, que por sua vez tinha derivado da série Fiat CR.30 criada em 1932. A Regia Aeronáutica tinha utilizado o CR.32 durante a Guerra Civil espanhola, com grande sucesso, o que levou a Fiat propõe um caça mais avançado construído en torno do novo motor radial Fiat A.74R1C.38 refrigerado a ar orientado para uma hélice metálica de três lâminas Fiat-Hamilton Standard 3D.41-1. As asas rigidas eram construídas numa liga de aço e duralumínio leve e cobertas com tecido. Alcançava uma velocidade máxima de 438 km/h , a 5.300m e 342 km/h ao nível do mar. Taxa de subida era de 7 minutos e 20 segundos até aos 6.000m.
Apesar da configuração biplano, o CR.42 tinha um design moderno, com uma fuselagem em aço e incorporando uma carenagem NACA, do motor radial, e um trem de aterragem fixo. A asa superior tinha maior envergadura que a inferior, uma configuração conhecida como um «sesquiplane», que tornava a aeronave extremamente ágil. Esta configuração das asas, fazia com que o avião se tornasse mais resistente e muito mais manobrável, uma inovação alvo de elogios por parte de muitos pilotos. Porém o CR.42 não dispunha de qualquer blindagem de proteção e as aeronaves iniciais tinham um armamento pobre composto por duas metralhadoras Breda-SAFAT, uma de 7.7mm e outra de 12.7mm montadas na parte superior da carenagem do motor.

Logo após a sua introdução em 1939, foram desenvolvidas várias variantes. 

O CR.42bis cujo armamento standard passou a ser um par de metralhadoras de 12.7mm e o CR.42ter que para além do armamento standard tinha duas metralhadoras adicionais de 12.7mm em alvéolos (blisters) sob as asas inferiores. 

O CR.42CB (Caccia Bombardiere), eram CR.42 standard com suportes nas asas onde podiam transportar 2 bombas de 50 ou 100Kg.

O CR.42AS (Africa Settentioniale) tinham o motor otimizado para climas tropicais com filtros de areia e poeiras, tinham como armamento 4 metralhadoras de 12.7mm e suportes para duas bombas de até 100kg nas asas.

O CR.42CN (Caccia Notturna) configurado para caça noturno, dispunha de equipamento rádio, supressores de chamas do escape e pequemos holofotes de busca nas asas.

O CR.42B foi a versão de dois lugares para instrução, (modificação efetuada no pós guerra).

Não é certo quantos CR.42 foram construídos mas a estimativa mais provável aponta para um total de 1.819 aeronavesno total, incluindo 63, produzidas sob controle da Luftwaffe o 140 produzidas para exportação.

O Fiat CR.42 entrou ao serviço em maio de 1939, no 53° Stormo, da Regia Aeronautica na Base Aérea de Caselle em Turim. 

Quando a que Itália entrou na Guerra em 10 de junho de 1940, tinham sido entregues cerca de 300 aeronaves. O “Falco” foi usado na defesa de aeródromos, cidades, e das bases da Regia Marina (marinha real italiana) até à rendição da Itália aos aliados em 8 de setembro de 1943. No período da Guerra o Fiat CR.42 enfrentou o caça britânico Gloster Gladiator sobre Malta e mais tarde os Hawker Hurricane, às vezes com sucesso inesperado, devido a sua excepcional capacidade de manobra. 

Um relatório da inteligência da RAF no final de outubro de 1940, distribuído para todos os pilotos e seus esquadrões, com cópia para primeiro-ministro, Winston Churchill e Gabinete de Guerra, declarava: 
“a manobrabilidade do CR.42, em particular sua capacidade de executar um rolamento extremamente apertado, causou grande surpresa aos outros pilotos e, sem dúvida, salvou muitos caças italianos da destruição." 

Após a capitulação de França, a Itália de Benito Mussolini focou-se na captura da Península Balcânica. Anexa a Albânia em abril de 1939, e no inicio de 1940 prepara um ataque à Grécia. A invasão, começou a 28 de outubro, apoiado por um poderoso grupo aéreo onde constavam mais de 160 caças,  Fiat CR.32, CR.42 e CR.50, baseados em em Tirana, Valona e Girokastro. A força aérea grega ultrapassada em numero, de mais de três para um, dispunha basicamente de PZL R.24 e algumas unidades de Gloster Gladiador, e Bloch MB.151, foi presa fácil para os Fiat italianos. Apesar da vantagem numérica dos italianos em terra e no ar, os gregos rapidamente pararam o seu avanço, e em vários locais empurrando-os de volta ao território albanês e forçando a Alemanha a avançar para a Grécia em apoio aos seus aliado italianos.

Seria no entanto na África Oriental Italiana ( colónias da Abissínia, Eritreia e Somália Italiana e Etiópia) que o ágil biplano italiano teria melhor desempenho. Durante essa campanha curta e difícil, os caças Fiat destruíram um grande número de aviões da Royal Air Force e South African Air Force (Hawker Hart, Gloster Gauntlet e Gloster Gladiator), no ar e no solo, incluindo alguns Hurricanes.

No final da Guerra apenas 64 Fiat CR.42 tinham sobrevivido em boas condições. Alguns deles foram enviados para centros de formação da nova Força Aérea Italiana. Cerca de duas dúzias foram alterados para dois lugares com comandos duplos (CR.42B). Os últimos exemplares do caça biplano CR.42 foram abatidos ao serviço em 1950.

Existem atualmente quatro aeronaves Fiat CR.42 preservadas. Uma em exposição no Royal Air Force Museum em Hendon, outra no Swedish Air Force Museum perto de Linköping, uma terceira no Italian Air Force Museum, em Vigna di Valle e a quarta é uma aeronave sueca actualmente em restauração pelo Fighter Collection em Duxford.
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DESENHOS
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PERFIL
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FONTES
VER TAMBÉM
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Fiat CR.32 Chirri

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ESPECIFICAÇÕES
ANO
1933
PAIS DE ORIGEM
Itália
TIPO
Caça
MODELO
CR.32ter
TRIPULAÇÃO
1
MOTOR
Fiat A.30
PESO MAXIMO (kg)
1914
PESO VAZIO (kg)
1455
ENVERGADURA  (m)
9.50
COMPRIMENTO (m)
7.45
ALTURA (m)
2.63
VELOCIDADE MÁXIMA  (km/h)
354
TECTO MÁXIMO  (m)
7700
RAIO DE ACÇÃO (km)
780
AUTONOMIA (h)

ARMAMENTO
duas metralhadoras Breda-SAFAT Mod.1928 de 7,7 mm na asa inferior (muitas vezes retiradas para reduzir o peso),
duas metralhadoras de 12,7 mm na fuselagem e
suportes para bombas com capacidade de transportar até 100 kg
GALERIA
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HISTÓRIA
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O Fiat CR.32 foi um caça biplano italiano da década de 1930 usado na Guerra Civil Espanhola e nos anos iniciais da Segunda Guerra Mundial . O avião era compacto, robusto e altamente manobrável tendo dado exibições impressionantes por toda a Europa nas mãos da Pattuglie Acrobatiche da Regia Aeronautica. O CR.32 lutou no Norte e Leste da África, na Albânia e no teatro Mediterrâneo. Usado largamente na Guerra Civil Espanhola , ganhou reputação como um dos mais destacados caças biplanos de todos os tempos, mas foi ultrapassado por aeronaves mais avançadas desenvolvidas nos anos que antecederam a Segunda Guerra Mundial estando obsoleto em 1939.

O Fiat CR.32 foi projetado por Celestino Rosatelli como uma evolução do anterior Fiat CR.30, o CR.32 era um caça biplano mais simples e menor. O protótipo MM.201 voou pela primeira vez a 28 de abril de 1933 a partir da pista da Fiat em Turim . 

A fuselagem tinha a mesma estrutura que o CR.30, utilizando alumínio e tubos de aço cobertos por duralumínio do nariz até a cabina do piloto , na parte de trás, e na parte inferior sob a cauda , e com tecido nas laterais e "barriga". As asas e a cauda também tinham estrutura mista, com estrutura de alumínio coberta por tecido. Uma característica notável foi que a asa inferior foi menor do que a asa superior, com ailerons apenas sobre as asas superiores. O armamento inicialmente incluído eram duas metralhadoras Breda-Safat de 7,7mmm (mais tarde de 12,7 mm), localizadas na parte superior do capô do motor, com 350 tiros cada.O motor era um Fiat A.30 RA refrigerado a água, projetado em 1930, e com 600cv inspirado no americano Curtiss D-12 . 

O novo biplano teve um sucesso instantâneo logo após o período de teste. As primeiras ordens de produção foram recebidos em Março de 1934, e a aeronave passou a equipar os 1 °, 3 ° e 4° Stormi, unidade de elite da “Regia Aeronáutica” . O sucesso foi tal que a aeronave foi exibida por toda a Europa e América do Sul nas mãos da patrulha acrobática italiana “Pattuglie Acrobatiche”. 

O Fiat CR.32 foi usado extensivamente na Guerra Civil Espanhola pelo lado dos Nacionalistas de Franco contra a República Espanhola . Pelo menos 380 participaram das batalhas aéreas sobre a Espanha, provando adversários a altura dos Soviéticos Polikarpov I-15 e Polikarpov I-16 que formaram a espinha dorsal da Força Aérea Republicana. 

Em agosto de 1936, os primeiros Fiat CR.32 chegaram a Espanha como parte da Aviazione Legionari formando as esquadrilhas "Gamba di Ferro", "Cucaracha" e "Asso di Bastoni" de 3 ° Stormo . A aeronave teve seu batismo de fogo dias depois tendo abatido o primeiro avião inimigo, um Nieuport 52. No total, o governo italiano enviou entre 365 a 405 Fiat CR.32 para Espanha como parte da Aviazione Legionari , enquanto entre 127 a 131 aeronaves foram entregues diretamente para as unidades da aviação nacionalista. A agilidade do CR.32, permitiu ao Nacionalistas de Franco obter a superioridade aérea contra as Forças Aéreas de la República Espanhola, que usavam uma coleção heterogênea de aeronaves muito diferente, e muitas vezes obsoletos. O biplano Fiat mostrou-se eficaz com contra o Bombardeiro Russo Tupolev SB , e contra os caças Polikarpov I-15 e o revolucionário caça monoplano Polikarpov I-16

As características acrobáticas do CR.32 e seu sucesso na Espanha enganou a força aérea italiana, que no inicio da Segunda Guerra Mundial, tinha a opinião de que o caça mantinha o potencial como uma arma de guerra. Por conseguinte, em maio de 1939, o Fiat CR.32, nas suas varias versões representava dois terços de todos os caças da Regia Aeronáutica . Um total de 288 estavam baseadas na Itália e África do Norte , enquanto 24 estavam estacionados na África Oriental . Quando a Itália declarou guerra à Grã-Bretanha e a França em 10 de junho de 1940, 36 "Freccias", juntamente com 51 Fiat CR.42 formavam a força de caça operacional da Regia Aeronáutica na Líbia.

Nas mãos de um piloto hábil o CR.32 provou conseguir derrotar os mais rápidos, mais poderosos, e mais bem armados caças modernos (nomeadamente o Hawker Hurricane britânico ) mas isso não conseguia afastar o facto irrefutável de ser no inicio da Segunda Guerra Mundial uma aeronave totalmente obsoleta. 

Os Fiat CR.32 participou na ocupação de Creta onde fez frente ao também obsoleto Gloster Gladiator, e também nas primeiras semanas da operação contra a Grécia , no verão de 1940. 

Os Fiat CR.32 sobreviventes até meados de abril de 1941 foram enviados para a Scuola Caccia (Escola de pilotos de caça) a medida que aeronaves mais recentes eram colocados em serviço operacional.

O total de Fiat CR.32 produzidos deverá ter atingido as 1332 unidades incluído as unidades produzidas em Espanha (um numero próximo da centena) sob licença. Para além da Espanha, os Fiat CR.32, um reduzido número foi também enviado para a Áustria (45), Hungria (76), China (16 ou 24), Paraguai (5) e Venezuela (10).

A aeronave foi produzida em várias versões onde se destacam:

O Fiat CR.32 com duas metralhadoras de 7,7mm ou de 12,7 mm, na fuselagem e com motor Fiat A.30 Rabis de 600cv, entregue à Regia Aeronautica entre março 1934 e fevereiro 1936.

O Fiat CR.32bis, versão de caça de apoio próximo armado com duas metralhadoras Breda-SAFAT Mod.1928 de 7,7 mm na asa inferior (muitas vezes retiradas para reduzir o peso), duas metralhadoras de 12,7 mm na fuselagem e suportes para bombas com capacidade de transportar até 100 kg.

O Fiat CR.32ter era o CR.32bis revisto e melhorado.

O Fiat CR.32quater era o CR.32ter revisto com peso reduzido, no qual foi instalado rádio, e que atingia a velocidade máxima de 356 kmh (foram construídos 337 para a Regia Aeronáutica) .

A versão HA-132L Chirri foi a versão construída em Espanha sob licença. Foram construídos cerca de uma centena de aeronaves, dos quais cerca de 40 foram transformados em aeronaves de dois lugares para treino que se mantiveram ao serviço ate 1953.

EM PORTUGAL
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DESENHOS
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PERFIL
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FONTES
VER TAMBÉM
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O Fiat CR.32 em Espanha
Daniel Costelle em "Histoire de l'aviation"