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English Electric Canberra

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O English Electric Canberra foi um bombardeiro médio a jato, britânico  de primeira geração, fabricado durante a década de 1950. Podia voar a uma altitude  maior do que qualquer outro bombardeiro seu contemporâneo tendo estabelecido o recorde mundial de altitude em 1957 ao atingir os 21430 metros, depois de em 1951 ter sido o primeiro avião a jato a realizar um voo transatlântico sem escalas. Devido à sua capacidade de iludir os primeiros intercetores a jato e por representar um avanço significativo no desempenho quando comparado com os contemporâneos o Canberra tornou-se um produto de exportação popular sendo adquirido por forças aéreas de vários países, incluindo a USAF, que operou por vários anos a versão construída nos EUA sob licença, o Martin B-57 Canberra.

Avro 504

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O Avro 504 foi um dos mais bem sucedidos biplanos cuja origem remonta ao inicio da Primeira Guerra Mundial. A sua produção, que durante a Guerra totalizou 8970 unidades, continuou por quase 20 anos, tornando-o a aeronave da Primeira Guerra Mundial mais-produzida, ultrapassando as 10.000 unidades entre 1913 e o ano em que cessou a sua produção, 1932.
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Ano
1913
Pais de Origem
Reino Unido
Função
Instrução
Variante
504k
Tripulação
2
Motor
1 x motor radial rotativo Gnome Monosoupape 9 Type B-2 de 100cv
Peso (Kg)
Vazio
558
Máximo
830

Dimensões (m)
Comprimento
8,97
Envergadura
10.97
Altura
3,18

Performance (Km)
Velocidade Máxima
145
Teto Máximo
4876
Raio de ação
400
Armamento
Geralmente sem armamento.
Durante o período da Primeira Guerra Mundial, algumas aeronaves possuíam uma metralhadora  Lewis de 7,62 mm, e ocasionalmente transportavam 4 bombas de 9Kg.
Países operadores
 Argentina,  Austrália, Bélgica, Bolívia, Brasil, Canada, Chile, China, Dinamarca, Estónia, Finlândia, Grécia, Guatemala, Irão, Irlanda, Japão, México, Mongólia, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Peru, Polónia, Portugal, Rússia (URSS), África do Sul, Espanha, Suécia, Suiça, Sião (Tailândia), Turquia, Reino Unido, Estados Unidos, Uruguai 
Fontes
Aviastar.org
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GALERIA
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Avro 504A
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Avro 504C
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Avro 504J
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Avro 504L
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Avro 504K, Shuttleworth Collection
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Avro 504N
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HISTÓRIA
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O Avro 504, um desenvolvimento do anterior Avro 500 fez o seu voo inaugural a 18 de Setembro de 1913, alimentado por um motor rotativo de sete cilindros Gnome Lambda, de 80cv. 

Avro 504A, em Humble , 1916
No periodo de antecedeu o inicio da Primeira Guerra Mundial o maior desejo de Alliot Verdon Roe era ver uma industria aeronáutica britânica capaz de desenhar, conceber e construir os seus próprios aviões. Roe seria o primeiro britânico a pilotar um avião concebido e construído totalmente na Grã-Bretanha, o Roe II Tri-plane, porém o seu feito seria ofuscado por Louis Blériot que dez dias antes tinha atravessado o Canal da Mancha com o seu Blériot XI.

Apesar do ver o seu feito ofuscado o voo de Blériot fez com que o investimento em Roe se tornasse mais atraente, se bem que ainda duvidoso.

As tentativas de Roe envolveram triplanos e biplanos e culminaram no Avro 500 (Tipo E) de dois lugares que chamou a atenção do Ministério da Guerra que encomendou doze aeronaves entre 1912 e 1913, para serem usadas em cursos de formação de pilotos. Esta encomenda permitiu a Roe financiar a sua companhia a AVRoe e Co Ltd. 

Avro 504A
O desenvolvimento do Avro 500 foi o Avro 504. Os trabalhos no seu protótipo iniciaram-se em abril de 1913 e ficaram concluidos apenas doze semanas depois, sendo o primeiro voo realizado no mês de junho em Brooklands, e em setembro participou na Second Aerial Derby, em Hendon, tendo ficado na quarta posição depois de atingir a velocidade de 106 km/h.

O Avro 504 era um biplano com ambos os planos de igual envergadura e uma fuselagem de seção retangular de viga de madeira armada coberta de tecido. O motor era um Gnome Lambda rotativo de 7 cilindros que desenvolvia 80cv.

A participação na prova de Hendon foi seguida por um número significativo de voos, chamando a atenção do Ministério da Guerra britânico que fez uma encomenda de doze aeronaves para o RFC - Royal Flying Corps e o Almirantado da Royal Navy encomendou uma. 

Montagem Foster da metralhadora Lewis
no Avro 504
Algumas destas aeronaves foram entregues antes da declaração de guerra inglesa ao Império Austro-húngaro a 4 de agosto de 1914 que ditou a entrada do Reino Unido na Primeira Guerra Mundial e o Royal Flying Corps não esperou muito para utilizar os Avro 504. A 22 de agosto seria abatida a primeira aeronave da Guerra, precisamente o Avro 504 pilotado pelo Tenente Vincent Waterfall, atingida por fogo inimigo durante um voo de reconhecimento sobre a Belgica.

Estes Avro 504 participariam em 21  novembro de 1914 num raide de bombardeamento contra a base de Zeppelins em  Friedrichshafen, na Alemanha, que seria conhecido como a sua maior façanha durante a Guerra.

No inicio de 1915 foi introduzido o Avro 504A, que seria produzido até 1916. O Avro 504B introduzido logo de seguida tinha um leme maior com o qual se pretendia melhorar o controlo da aeronave (foram construidos 240 Avro 504B). O Avro 504C seria uma versão monolugar armada para uso contra os Zeplins que faziam incursões sobre o Reino Unido. Em vez da cabina do piloto frente foi instalado tanque de combustível suplementar, permitindo aumentar a duração do voo até 8 horas, e foi armado com com uma metralhadora Lewis de 7,62 mm instalada por cima da asa superior (montagem Foster), para além de poder carregar 4 bombas de 9 kg. 

Avro 504J
Muito embora o Avro 504 fosse destinado primariamente a instrução, durante a Guerra alguns foram equipados com uma metralhadora Lewis de 7,62 mm instalada por cima da asa superior (montagem Foster).

A primeira versão produzida em massa foi o Avro 504J (com 1050 unidades construídas), que dispunha de um leme otimizado (resultado da experiências com as anteriores versões) e um motor rotativo Gnome Monosoupape de 100 cv. Esta versão foi também a primeira a dispor de Gosport, um tubo que prmitia que o instrutor comunicasse com o instruendo durante o voo (este sistema seria mantido em uso pela RAF até a era do famoso Tiger Moth.

A versão mais numerosa seria no entanto o Avro 504K, que introduziu uma nova forma de montagem do motor com normalização da fuselagem em torno de uma capota semi-aberta, permitindo dotar a aeronave de diferentes motores, em linha, radiais ou rotativos. Com esta melhoria a Avro pretendia produzir cerca de 100 aeronaves por semana.

Avro 504Q, exemplar único com cabina para 3,
construído para a Universidade de Oxford para
exploração do Ártico e destruída num acidente em
1924 em Longyearbyen, Svalbard, Noruega
Em 1918, eram os Avro 504 K que equipavam as seis esquadras de defesa aérea da zona Norte de Londres.

Quando a que primeira guerra mundial terminou, tinham sido construído na Grã-Bretanha mais Avro 504 do que qualquer outra aeronave. Oficialmente, tinham sido construídos 8.340 aeronaves a maior parte dos quais usados em unidades de instrução e que por isso nunca tinham entrado em combate. Consequentemente, um grande número de aeronaves sobreviveu à guerra e foram colocados para venda quando a RAF foi atropelada pelo fim da guerra em 1918. Durante os primeiros anos do pós guerra um Avro 504K sem motor poderia custar tão pouco como £868, enquanto um motor utilizável custaria cerca de £907. Portanto, um Avro 504K podia ser comprado no pós-guerra por menos de £1800 – uma soma considerável de dinheiro para muitos na Grã-Bretanha pós-guerra mas acessível para alguns.

Avro 504N com motor Armstrong Siddeley Lynx
Inúmeros países estrangeiros, não apenas da Europa, onde a aeronáutica militar começava a dar os primeiros passos, entre eles Austrália, Nova Zelândia, Estónia, Japão, Canada, e Portugal, aproveitaram para adquirir aeronaves para formação dos seus pilotos, vendidas pela empresa Aircraft Disposal Company com sede em Croydon criada para gerir o excedentes de aeronaves da Grande Guerra, enquanto noutros países como na URSS, foram produzidas cópias não licenciadas da aeronave. 

A RAF continuou a usar o Avro 504 como avião de instrução e entre 1927 e 1933 encomendou 512 unidades novas, mantendo-as em operação até ao início da Segunda Guerra Mundial. Os modelos desta versão apresentavam modificações da estrutura e do trem de aterragem (o característico sky do trem frontal foi eliminado) sendo equipados com um motor radial Armstrong Siddeley Lynx IV de 160cv. Estas unidades seriam designadas como os Avro 504N, tornando-se padrão para a conversão das restantes unidades da RAF (onde eram conhecidos por Avro Lynx), até que fossem substituídas pelos Avro Tutor.

No final, a notável série do Avro 504 tornar-se-ia um dos aviões mais cativantes de sua geração, formaria um número incontável de pilotos militares e civis por todo o mundo e tornar-se-ia uma desejada peça de coleção para ávidos colecionadores de aviões.

EM PORTUGAL

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Avro 504K da AM Portuguesa
Decorria o ano de 1923 quando a Aeronáutica Militar (AM) decidiu remodelar a frota de instrução de pilotagem. Depois de efectuarem a comparação entre o Caudron C.59 - do qual se adquiriu um exemplar - e o Avro 504, foi dada preferência a este último. Foram encomendados em 10 de Novembro de 1923 e recebidos em 20 de Maio de 1924, 30 aviões Avro 504K usados, revistos pela Aircraft Disposal Company, também conhecida pela sigla Airdisco.

A maior parte dos Avro 504K foram utilizados na instrução de pilotos, colocados na Escola Militar de Aviação (EMA), em Sintra, que a partir de 1928, onde se mantiveram até 1937. Três destes aviões foram concedidos, em 1925, à Aviação Naval que foram os primeiros aviões terrestres da Aviação Naval sendo operados a partir do Aeródromo de Alverca, para treino de acrobacia dos pilotos do Centro de Aviação Naval de Lisboa.

Avro 504K da AM Portuguesa
Em 1930, o Inspector da Arma de Aeronáutica, Tenente-Coronel Cyfka Duarte, reconhecendo a falta de um campo de aviação no Arquipélago dos Açores, fez-se transportar de navio até à Ilha Terceira, levando um Avro 504K. Aí foi improvisado um campo de aterragem na Achada, solenemente inaugurado como Campo de Aviação da Achada no dia 4 de Outubro de 1930, sendo na mesma altura o avião baptizado de «Açor». Foi-lhe pintado nos lados da fuselagem, o nome e um açor estilizado, a preto. O frágil Avro 504K «Açor», foi assim o precursor da Aviação Militar na Ilha Terceira.

Com a fuselagem e as asas pintadas de alumínio e toda a secção do motor a preto, os Avro 504K apresentavam a Cruz de Cristo, sobre círculo branco, nos extremos exteriores das asas superiores e inferiores e a bandeira nacional, com escudo, cobrindo todo o leme de direcção. Lateralmente, na fuselagem, uma faixa em diagonal reflectindo a cor da esquadrilha, com o número de matrícula sobreposto. A Escola Militar de Aeronáutica de Sintra adoptou a cor azul.


DESENHOS
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PERFIL
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FONTES
VER TAMBÉM
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Avro 500

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O Avro Tipo E ou Avro 500, é o primeiro de uma família de aviões militares britânicos dos primórdios da aviação, considerado por Alliott Verdon Roe como primeiro projeto verdadeiramente bem sucedido da sua empresa e que seria o precursor do Avro 504 , um dos aviões da RAF na I Guerra Mundial .
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Ano
1912
Pais de Origem
Reino Unido
Função
-
Variante
Tipo 500
Tripulação
1 ou 2
Motor
1 x radial rotativo Gnome Omega de 50 cv
Peso (Kg)
Vazio
409
Máximo
590

Dimensões (m)
Comprimento
8,84
Envergadura
10,97
Altura
2,97

Performance (Km)
Velocidade Máxima
98
Teto Máximo
-
Raio de ação
-
Armamento



Países operadores
Reino Unido, Portugal
Fontes
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GALERIA
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HISTÓRIA
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Avro Duigan
Em 1911 a AV Roe construiu para o pioneiro aviador australiano John Robertson Duigan uma aeronave de dois lugares que seria o precursor do Avro tipo E (Avro 500) criado em paralelo. 

O Avro 500 era maior que a aeronave criada para Duigan, e dispunha de um motor mais potente, um motor ENV de 60 cv arrefecido a água. Tratava-se de um biplano de dois lugares de asas não balanceadas com as pontas arredondadas, uma fuselagem de secção rectangular, com a empenagem, elevadores e leme moldados em aço, e sem estabilizador vertical fixo. O trem de aterragem era composto por um par de rodas com um patim entre elas que se prolongava bastante para a frente da hélice. Com um design que se tornaria norma , por quase duas décadas na construção de aeronaves., o Avro 500 e o seu contemporâneo Royal Aircraft Factory BE1 estão entre os primeiros aviões verdadeiramente operacionais até então construídos. 
Construção do primeiro Avro 500 com motor ENV

A aeronave voou pela primeira vez em 3 de março 1912 por Wilfred Parke , e apesar da sua velocidade máxima e razão de subida ficarem aquém das espectativas, o comportamento da aeronave destacou-se em todos os outros sentidos. 

Um melhor desempenho seria obtido com o segundo exemplar construído, com a substituição do motor por um, muito mais leve, motor rotativo Gnome de 50 cv, refrigirado a ar. Este voou pela primeira vez em 8 de maio de 1912, atingindo a altitude de 610 metros em cinco minutos. No dia seguinte, a aeronave voou de Brooklands para Plain de Laffan , cobrindo os 28 km em 20 minutos.

No mesmo dia, ele demonstrou capacidade para cumprir os requisitos estabelecidos pelo Ministério da Guerra para um "avião militar", que tinha sido publicado no âmbito do concurso para um avião militar lançado em 1912. As autoridades ficaram suficientemente impressionadas com a aeronave para adquirirem dois exemplares do agora batizado Avro 500 .
Transporte de um Avro 500

A aeronave provou ser um sucesso sendo encomendados mais quatro exemplares, e outros cinco de um derivado de apenas um lugar, o Avro 502. No total seriam construídos 12 Avro 500 e cinco Avro 502 de apenas um lugar. 

Com o deflagrar da I Guerra Mundial as forças armadas britânicas utilizarias estas aeronaves na instrução de pilotos durante os primeiros meses da guerra.


EM PORTUGAL
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A 8 de Outubro de 1912, chega a Lisboa, um biplano Avro 500, com um motor Gnome de 50 CV, adquirido em Inglaterra por 900 libras, por subscrição aberta pelo Partido Republicano Português, baptizado com o nome "Républica”.

Foram efectuados 12 voos em Portugal pelo piloto inglês Copland Perry, pois não haviam pilotos portugueses, antes do avião ser entregue à recém formada Companhia de Aerosteiros do Exercito. Já nesta unidade do exército fez mais dois voos,o segundo dos quais em outubro de 1912, terminou com uma aterragem forçada no Tejo. O avião foi então desmontado, encaixotado e enviado para Vila Nova da Rainha, não havendo noticia de ter voltado a voar. 

DESENHOS
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PERFIL
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FONTES
VER TAMBÉM
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Avro 694 Lincoln

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O Avro 694 Lincoln, foi um bombardeiro pesado quadrimotor, Britânico, que voou pela primeira vez em 9 de junho de 1944. 
Resultante de um desenvolvimento do Avro Lancaster, os primeiros Lincoln foram inicialmente designados por Lancaster Mk IV e Mk. V, e denominados posteriormente Lincoln Mk.I e Mk. II, sendo os últimos bombardeiros da Royal Air Force com motor de pistão
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Ano
1945
Pais de Origem
Reino Unido
Função
Bombardeiro
Variante
Mk II
Tripulação
7
Motor
4 x Rolls-Royce Merlin 68A
Peso (Kg)
Vazio
19690
Máximo
34020

Dimensões (m)
Comprimento
23,86
Envergadura
36,58
Altura
5,27

Performance (Km)
Velocidade Máxima
513
Teto Máximo
9296
Raio de ação
4714
Armamento
2 x metralhadoras  Browning de 12,7 mm na torre Boulton Paul Tipo F no nariz; 
2 x canhões Hispano Mk 4 ou Mk 5 Mk de 20 mm na torre dorsal Bristol B-17 Mk II;
2 x metralhadoras Browning de 12,7 mm na torre Boulton Paul Tipo D na cauda;
até 6.350 kg de bombas
Países operadores
Reino Unido, Austrália, Canadá, Argentina
Fontes
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GALERIA
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Avro Lincoln Mk I
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Avro Lincoln B Mk.II
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Avro Lincoln Mk II
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Avro Lincoln Mk II
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Avro Lincoln Mk II
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Avro Lincoln Mk 31, RAAF
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HISTÓRIA
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O Lincoln ficou operacional de agosto de 1945 e foi atribuído a Tiger Force, unidade de bombardeiros pesados da Commonwealth, para uso nas operações de bombardeamento do Japão durante a fase final da guerra do Pacifico. Porém a guerra terminaria, sem que o Lincoln entrasse em combate. Mais tarde teria participação ativa em operações de combate, na década de 1950 no Quénia, durante a Revoltados Mau Mau, e durante a Emergência Malaia, ao serviço da RAF e da Royal Australian Air Force (RAAF). Foram também utilizados pela Fuerza Aérea Argentina em operações de combate durante os golpes de estado de 1951 e 1955.

Os Lincoln mantiveram-se na RAF até a sua substituição por bombardeiros a jato, English Electric Canberra (que substituíram também os Lincoln Argentinos), e pelos bombardeiros estratégicos da designada Força V, os Vickers Valiant, Handley Page Victor e Avro Vulcan.

O Avro Lincoln foi um desenvolvimento do Avro Lancaster, projetado por Roy Chadwick em resposta à especificação B.14/43 do Ministério do Ar Britânico que pretendia um bombardeiro com um teto operacional mais alto e maior alcance que o Lancaster, para operar no teatro do Pacifico.

 Lincoln Mk I (Lancaster Mk IV)
O protótipo, designado inicialmente por Lancaster Mk IV (Lincoln Mk I) foi montado pelo departamento de vôo experimental da Avro em Manchester e fez seu vôo inaugural em 9 de junho de 1944. Em relação ao Lancaster, tinha uma fuselagem maior, mais longa cerca de 2 metros, que permitia um considerável aumento da carga de combustível (seis tanques com um total de 16278 litros) e da carga bélica (4500 Kg). Para resolver o problema do Lancaster não ter um posto para o navegador-bombardeador, a fuselagem dianteira foi modificada, passando a ter dois pisos. No fundo envidraçado estaria o posto do navegador-bombardeador, e no superior uma torre de armas de controlo remoto (este novo formato tinha a vantagem acrescida de melhorar a aerodinâmica da aeronave). As asas eram construídas em cinco partes tendo uma envergadura total de 36.58 metros (5 metros mais que o seu antecessor). Os motores eram quatro Rolls-RoyceMerlin 85 de 1705cv com radiador anilar.

Em comparação com o "Lancaster", o "Lincoln" demostrava uma melhor taxa de subida e uma velocidade máxima ligeiramente superior (16 km/h). Estava armado com duas metralhadoras gémeas Browning de 12,7 mm na torre Boulton Paul Tipo F no nariz, dois canhões Hispano Mk 4 ou Mk 5 Mk de 20mm na torre dorsal Bristol B-17 Mk II e duas metralhadoras gémeas Browning de 12,7 mm na torre Boulton Paul Tipo D na cauda. A carga bélica ofensiva ascendia até 6.350 kg de bombas.

A produção de Lincoln Mk.l começou no final de fevereiro de 1945 tendo atingido 82 aeronaves, mas apenas 16 foram construídas antes do final da guerra.

A versão Mk II, diferia da anterior por ser equipada com motores Rolls-Royce Merlin 68A , e entrou em produção no início de junho de 1945. 

Destinado a ser usado no teatro de guerra do Pacífico, o Lincoln apareceu tarde demais para entrar em serviço operacional, mas em vez disso tornou-se o bombardeiro pesado padrão do pós-guerra da Royal Air Force. 

Lincoln Mk.31
Com o fim da segunda guerra mundial a encomenda inicial de 3700 aeronaves foi cancelada, no entanto a produção de Lincoln ainda atingiria um numero significativo de aeronaves em várias versões. No Reino Unido a produção seria feita pela Avro (168), pela Vickers (79), pela Armstrong Whitworth (281), na Victory Aircraft no Canadá seriam produzidos 6 Lincoln na versão designada por Mk 15 para a RCAF, e no Department of Aircraft Production (mais tarde Government Aircraft Factory ) da Autrália 54 (ou 73 de acordo com outra fonte) para a RAAF, em versões designadas por Mk 30 (bombardeiro estrategico), e Mk 31 (reconhecimento e luta anti-submarina). Os 18 Linclon Mk 31 eram bombardeiros Mk 30, altamente modificados e adaptados a luta anti-submarina, com um nariz mais alongado (1.98 metros), para acomodar o equipamento acústico de detecção e respectivos operadores, com um radar atualizado, e com tanques de combustível adicionais para aumentar o tempo de voo até as 13 horas. 

Trinta das aeronaves produzidas no Reino Unido para a RAF seriam vendidas a Força Aérea Argentina.

Para além das versões Mk I e Mk II, no Reino Unido seria desenvolvida a versão Lincoln MK III ou ASR.3 destinada a operações de busca e salvamento que viria a tornar-se no Avro 696 Shackleton.

No pós-guerra o Lincoln chegaria a equipar 29 esquadrões da RAF baseadas principalmente no Reino Unido, onde se mantiveram em serviço (em numeros progressivamente menores) até o final de 1955, quando foram substituídos pelo primeiros dos bombardeiros V (Vickers Valiant em 1955, o Avro Vulcan, em 1956 e o Handley Page Victor em 1958).

 Lincoln Mk II em operação na Malásia
Durante a década de 1950 os Lincoln da RAF foram utilizados no Quénia contra os Mau-Mau, e na Malásia durante a designada EmergênciaMalaia contra o Exércitode Libertação Nacional da Malásia (durante estas operações voaram 3000 missões de combate e lançaram quase 250 toneladas de bombasna qual também participaram os Lincoln da RAAF.

Os 30 Lincoln adquiridos para a Fuerza Aerea Argentina, juntamente com quinze Lancasters tornara a Argentina pussuidora da mais poderosa força de bombardeiros da América do Sul, onde permaneceram em uso até ao início de 1965 (os últimos exemplos foram retirados em 1967). Os Lincoln argentinos foram usados no bombardeamento dos rebeldes, durante a tentativa de golpe militar em setembro de 1951 e durante o golpe de “Revolución Libertadora” em 1955 que depôs Juan Perón.

EM PORTUGAL
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DESENHOS
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PERFIL
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FONTES

VER TAMBÉM
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