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Junkers Ju 86

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O Junkers Ju 86 foi um avião bimotor, monoplano. alemão projetado e construído durante os anos de 1930 para uso civil e militar. Testado em uso militar como bombardeiro durante a Guerra Civil Espanhola demonstrou um desempenho sofrível e pouco eficaz. O modelo civil, Ju 86B podia transportar 10 passageiros, tendo sido usados pela Swissair, Lufthansa, entre outras, mas era considerado pouco atrativo nestas funções.  
Condenado ao esquecimento no início da Segunda Guerra Mundial, ganharia um novo folgo, com a adaptação ao reconhecimento aéreo de alta altitude, Ju 86P, missão que cumpriu, sobre os céus de Inglaterra e Rússia até meados de 1942, altura em que os caças aliados foram capazes de atingir as altitudes onde se deslocava. 
Teve ainda um uso limitado como avião de transporte no abastecimento das forças da Wehrmacht comandadas por Friedrich Paulus, sitiadas em Estalinegrado durante o final do ano de 1942, onde demonstrou ser também inadequado,  sofrendo pesadas baixas.

Blohm & Voss Bv 138

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O Blohm & Voss Bv 138 Seedrache (Dragão do mar), também conhecido por Der Fliegende Holzschuh (tamanco voador), devido a semelhança do seu casco com os tamancos de madeira característicos da Holanda (conhecido pelos aliados por Herring), foi um hidroavião de reconhecimento marítimo de longo alcance, construído para a Luftwaffe entre 1938 e 1943.
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Ano
1937
Pais de Origem
Alemanha
Função
Reconhecimento Naval
Variante
BV 138C-1
Tripulação
6
Motor
Peso (Kg)
Vazio
11770
Máximo
14500

Dimensões (m)
Comprimento
19,85
Envergadura
26.94
Altura
5,90

Performance (Km)
Velocidade Máxima
285
Teto Máximo
5000
Raio de ação
4300
Armamento
2 x canhões MG 151/20 de 20 mm
1 x metralhadora MG 131 de 13mm
6 x bombas de 50 kg, ou
4 x cargas de profundidade de 150Kg
Países operadores
Alemanha
Fontes
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GALERIA
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Bv 138C-1
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Bv 138C-1
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Encontro no Ártico com um U-boat
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Bv 138C-1
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Bv 138B-1
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Bv 138MS
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HISTÓRIA
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O Blohm & Voss Bv 138 Seedrache (Dragão do mar), também conhecido por Der Fliegende Holzschuh (tamanco voador), devido a semelhança do seu casco com os tamancos de madeira característicos da Holanda (conhecido pelos aliados por Herring), foi um hidroavião de reconhecimento marítimo de longo alcance, construído para a Luftwaffe  entre 1938 e 1943. 

Bv 138A-0 na Noruega
Depois de construídos três protótipos de desenvolvimento e seis aeronaves de pré-produção para testes operacionais (Variante A-1), que operaram na Noruega durante a invasão alemã em abril de 1940, no mês seguinte entrariam oficialmente em operação na Luftwaffe (Variante B-0). 

Em 04 de julho de 1933 havia sido fundada a empresa Hamburger Flugzeugbau GmbH - uma subsidiária da maior empresa de construção naval Alemã, a Blohm und Voss shifsverft de Hamburgo. A empresa, dedicada ao desenvolvimento e construção de aeronaves foi criada por se acreditar que em breve a aviação iria competir com o transporte naval de passageiros a longas distâncias. O projeto de onde surgiria o Bv 138 foi aí iniciado em 1933-34 sob a supervisão do designer chefe Richard Vogt, que na década anterior havia trabalhado na empresa japonesa Kawasaki. 

Ha-138V-1
Após elaborados os projetos preliminares foi iniciada a construção de dois protótipos (um terceiro seria também iniciado mas a sua construção seria suspensa logo após os primeiros testes sendo posteriormente demolido). 

O primeiro Ha 138V-1 (Posteriormente seria redesinado para Bv após a mudança de nome da Hamburger Flugzeugbau,GmbH para Blohm & Voss Flugzeugbau GmBH) foi concluído em março de 1935 mas os trabalhos de preparação avançavam lentamente devido à baixa prioridade do programa. 

No outono de 1936, foi comunicado o abandono do desenvolvimento motor Jumo 206 de 1000cv que estava previsto para o Há.138V-1 (desenhado como bimotor). À data não existiam motores com a potência suficiente para substituir o Jumo 206, e por isso o Ha 138V-1 teve que ser redesenhado para receber três motores Jumo 205 de apenas 860cv (em vez dos dois Jumo 206). O primeiro voo do Ha 138 V-1 aconteceria por isso, apenas em 15 de julho de 1937. 
Ha-138V-2

O segundo protótipo Ha 138V-2, uma vez também redesenhado para três motores Jumo 205 diferia fundamentalmente por dispor de uma asa reta em vez da asa em «Gaivota" do antecessor V-1. O Ha 138V-2 voou pela primeira vez apenas quatro semanas depois do primeiro protótipo em agosto de 1937, demonstrando problemas de instabilidade resolvidos com o aumento da cauda ainda antes do primeiro teste oficial em novembro de 1937. 

Os testes foram realizados no mar Báltico em Travemünde. De acordo com seus resultados na Primavera de 1938, concluiu-se que a aeronave tinha um fraco poder de ascensão e instabilidade em mar alto, elevada vibração na estrutura da cauda e que o equipamento de cabine não era adequado para voos de longo curso.
Ha-138V-2 durante os testes 

Para resolver estes problemas, os engenheiros tiveram de alterar radicalmente o layout da aeronave. Assim, o comprimento do casco foi aumentada de 12,2 para 15,5 metros, o desenho do corpo/casco foi modificado, os cones tubulares de cauda substituídos por estruturas de formato retangular e a empenagem foi modificada. 

Todas estas alterações seriam implementadas nas aeronaves de pré-produção. 

Em fevereiro de 1939, entraram em testes as cinco aeronaves do primeiro lote de pré-produção, Bv 138A-0 

Os resultados dos testes revelaram que a falta de resistência do casco em mar aberto se mantinha e que com a operação contínua as hélices e motores Jumo 205S-4 tornavam-se muito exigentes em manutenção. Na descolagem verificava-se a perda de potência do motor central, como resultado do bloqueio dos tubos de escape.

Porém a necessidade de um hidroavião era tão premente que antes de concluídos os testes foram encomendadas 25 aeronaves. Estas aeronaves Bv 138A-1 foram entregues a partir de Abril de 1940, e as primeiras duas, após um acelerado programa de testes, chegaram a tempo de serem utilizadas durante a campanha da Noruega. 

Bv 138B-1 na Noruega
Para resolver os problemas encontrados nas aeronaves de pré-produção, uma delas foi reconstruída em Finkenwerder, sendo designada por Bv 138B-0. Para além de outras modificações o Bv 138B-0 tinha o casco reforçado, o que aumentou o peso da aeronave de 13760 para 14500 Kg, e modificado de forma a poder receber a instalação de uma nova torre de canhão MG-151 de 20mm. 

Aa aeronaves de série que receberam código Bv 138B-1, dispunham de uma torre com um canhão MG-151 à proa e uma mesma arma instalado na parte traseira do casco, em vez de apenas uma metralhadora. Os motores eram três Jumo 205D com uma potência de decolagem de 880cv cada. Desta variante algumas aeronaves foram equipadas para transportar até seis bombas de 50Kg, ou até três (quatro, de acordo com algumas fontes) cargas de profundidades (Bv 138B-1/U1). O primeiro lote de 14 aeronaves de série Bv 138B-1 ficou concluído em dezembro de 1940, entrando em operação em março de 1941, em conjunto com o primeiro lote de sete hidroaviões da nova modificação Bv 138C-1 (o atraso foi devido ao fato de o Elba se encontrar congelado. 

Bv 138C-1
Na versão Bv 138C-1 a construção do casco foi novamente reforçada, o que juntamente com outras modificações aumentaram o peso da aeronave vazio para 11780 kg. Essas modificações incluíram entradas de ar adicionais no topo da nacela do motor central que passou a movimentar uma hélice de quatro lâminas em vez das anteriores três. Na seção da cauda para proteger o hemisfério superior, em vez da metralhadora MG-15 foi instalado uma MG-131. Possibilitou-se também a instalação de uma quarta arma, uma MG-15, que podia ser operada pelo operador de rádio através da janela caixa direita. O número máximo de tripulantes passou para 6 pessoas. Algumas aeronaves foram também equipadas com suportes para transporte de bombas ou cargas de profundidade (Bv 138C-1/U1).

Entre 1942 e 1943, uma pequena quantidade de aeronaves foram modificadas, para transportarem um anel magnético com um diâmetro aproximado de 14 metros, para dragagem de minas em águas rasas e junto ao litoral (Bv 138MS). 

Bv 138MS
Com as versões Bv 138B e Bv 138C, a aeronave atingiu a sua maturidade demonstrando elevada robustez fiabilidade e eficiência. Os sucessivos reforços da fuselagem proporcionaram uma elevada resistência e capacidade para suportar danos provocados por fogo inimigo. A aeronave dispunha também de uma alta navegabilidade, que proporcionava o seu uso em novas táticas, por exemplo, o Bv 138 poderia voar para o Atlântico, amarar e fica na água a aguardar a chegada de um comboio ou navio, tornando possível o seu uso em longas patrulhas sendo reabastecidos em alto mar por submarinos. Para isto contribuía também a sua grande autonomia de voo (18 horas na versão C-1), que possibilitava também a realização de longas patrulhas. 

Bv 138C-1 no Ártico a ser reabastecido por um U-boat 
Algumas medidas para facilitar a manutenção da aeronave, possibilitaram que mesmo reparações relativamente complicado pudessem ser realizadas pela tripulação em alto mar. 

O seu armamento defensivo com três postos de tiro com boas zonas de fogo permitia ao Bv 138 não apenas defender-se com sucesso, mas mesmo para atacar os hidroaviões inimigos. 

Um numero significativo de aeronaves foi equipada com um radar de busca FuG 200 Hohentwiel, e se necessário dispunha de espaço interior para transportar até 10 passageiros ou igual numero de tropas totalmente equipadas. 

A aparência do Bv 138 era única, com uma combinação de características de design incomuns, com uma célula, barco ou casco central de grandes dimensões, no topo da qual estava instalado a nacela do terceiro motor numa posição superior relativamente aos outros dois localizados nas asas. No prolongamento das nacelas dos dois motores das asas, estendiam-se duas vigas fuseladas de secção quase retangular, que suportavam as duas caudas geminadas da empenagem. O motor central dispunha de uma hélice de quatro pás enquanto que as dos outros dois tinham apenas três. As carenagens dos motores, Junkers Jumo 205D, assemelhavam-se as capotas de motores, utilizadas em aeronaves civis adaptadas com características únicas que possibilitavam a realização de operações de manutenção mesmo em alto mar. 
Pormenores da construção de um Bv 138

O casco do barco ou célula central era hidro-dinâmicamente otimizado e por isso apresentava um distinto "turn-down", ou "bico" na popa, como se a fuselagem tivesse sido dobrada. Localizadas na proa e na popa do barco localizavam-se duas torres de armas fechadas, cada qual com um canhão MG 151/20. Uma terceira arma, uma metralhadora pesada MG 131, localizava-se num posto totalmente aberto num anel Scarff, logo atrás do motor. 

As asas eram suportadas por uma longarina tubular em aço, montada transversalmente no topo da célula central, suportando centralmente na parte superior a nacela do motor central e nos topos as nacelas dos motores das asas, e os suportes das caudas gémeas. Com exceção da longarina das asas e algumas outras estruturas menores, toda aeronave era construída em duralumínio. 

Um total de 297 unidades foram construídas entre 1938 e 1943. 
Bv 138C-1 e um Ar 196 em Sevastopol

Os Bv 138 foram utilizados pela primeira vez durante a invasão da Noruega em abril de 1940. 

Em junho de 1940, as primeiras dez unidades de Bv 138A-1 foram colocados em operação no Golfo da Biscaia, e mais tarde no final de 1941, foram colocadas novas unidades a operar no comando "Ostsee" no mar Báltico. 

A partir da primavera de 1940, os Bv 138 começaram a operar a partir da Noruega em operações contra os comboios do Ártico em patrulhas de reconhecimento de longo alcance servindo também de apoio aos submarinos e sendo muitas vezes reabastecidos em pleno Ártico pelos U-boat.

Três Bv 138 atracados na Noruega
A partir de setembro de 1942, os Aliados começaram a proteger os comboios do Ártico com porta-aviões de escolta e a operação dos Bv 138, nesta área passou a ser limitada uma vez que a sua baixa velocidade os tornavam uma presa fácil para ao aviões aliados. Foi neste teatro que a robustez do BV138 foi muitas vezes posta a prova. Um exemplo disso mesmo foi um Bv 138, que em patrulha sobre o comboio PQ-18, conseguiu resistir a uma batalha de 90 minutos com os "Sea Hurricane" do porta-aviões "Avenger", logrando regressar a base apesar de ter sofrido graves danos. 

Os Bv 138 operaram também no Mar Negro até o verão de 1944. 

Em 1943 o Bv 138 reapareceu sobre o Golfo da Biscaia, a partir de onde eram realizadas patrulha sobre o Atlântico, e onde se manteria em operação até que os alemães deixaram Biscarrosse em agosto de 1944. Aqui sofreriam pesadas baixas muitas delas resultantes de bombardeamentos aliados. 

Em 1943, operou no Mar Mediterrâneo por algum tempo a partir de Creta, realizando patrulhas de reconhecimento de longo alcance. 

Modelo RC de um Bv 138
Na primavera de 1944, o número aeronaves Bv 138 operacionais era bastante reduzido, em resultado da cessação da produção e das perdas elevadas devido á superioridade aérea dos Aliados. A última operação registada de um BV138 data de maio de 1945, quando um Bv 138, baseado em Copenhaga, voou para um lago perto de Berlim transportando 10 feridos e regressando à base. 

Hoje não existe qualquer exemplar preservado desta aeronave, apenas existem os destroços de um Blohm & Voss Bv 138 naufragado após a Guerra ao largo de Copenhaga, posteriormente recuperado, e atualmente em exibição no Museu Nacional de Ciência e Tecnologia (Danmarks Tekniske Museum) em Elsinore, na Dinamarca.


DESENHOS
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PERFIL
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FONTES
VER TAMBÉM
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Junkers Ju 52

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Apelidados pelos seus pilotos de "Tante Ju" e por "Iron Coffin" (Caixão de Aço) pelos seus inimigos, o Junkers Ju 52/3m era um trimotor de transporte geral que, embora não apresentasse um desempenho fora do comum, demonstrou ser muito confiável, ao longo da sua extensa vida operacional, civil e militar. De fácil construção, e robustez comprovada, entrou ao serviço a partir de 1932, esteve presente na guerra civil espanhola, e em todas as frentes de combate Alemãs da segunda guerra mundial, para transporte de logístico geral, lançamento de paraquedistas, evacuação tropas, e outras operações.

Junkers Ju 188 Rache

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O Junkers Ju 188 foi uma versão melhorada do Junkers Ju 88, um dos pilares da Luftwaffe durante a segunda guerra mundial. O seu projeto baseava-se numa cabina de comando alternativa para o Ju 88 que tinha sido parte do projeto original da aeronave em 1936 e cujo primeiro protótipo, designado por Ju 88B voara pela primeira vez em 1940.
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Ano
1943
Pais de Origem
Alemanha
Função
Bombardeiro
Variante
Ju 188E-1
Tripulação
5
Motor
2 x motores radiais BMW 801 D-2
Peso (Kg)
Vazio
9900
Máximo
14500

Dimensões (m)
Comprimento
15,0
Envergadura
22,0
Altura
4,4

Performance (Km)
Velocidade Máxima
499
Teto Máximo
9500
Raio de ação
2190
Armamento
1 × canhão de o MG 151/2020 mm
3 × metralhadoras MG 131 de 13 mm
Até 3,000 kg de bombas
Países operadores
Alemanha
Fontes
Wikipedia.org
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GALERIA
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Ju 188A
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Ju 188A-3
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Ju 188E-1
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Ju 188 G-0
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Ju 188F-1
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Ju 188F-2
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HISTÓRIA
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Desde 1939, o original Ju 88 tinha evoluído consideravelmente, e o Ministério de Ar do Reich (RLM) estava em processo de encomenda para uma "segunda geração" de bombardeiros, projeto conhecido como "Bombardeiro B". Estas razões, levaram a que o RLM, não relevasse o projeto do Ju 88B uma vez que apresentava melhorias marginais relativamente aos Ju 88A em serviço. No entanto, sugeriu ainda assim que a Junkers continuasse o trabalho no protótipo, considerando a utilização do motor radial BMW 139. Este motor seria cancelado algum tempo depois e todos os projetos que o tinham por base, adotaram o mais recente e mais potente BMW 801.
Cabina do Junkers Ju 188

Entretanto a Junkers tinha afetado os seus recurso ao desenvolvimento do Ju 288, no âmbito do concurso do RLM para o bombardeiro B de segunda geração e por isso o projeto do Ju 88B colocado na gaveta. 

Em outubro de 1941 ficou claro que os motores Junkers Jumo 222, que deveriam equipar os “bombardeiros B”, particularmente o Junkers 288, não estariam em condições de ser produzidos em serie em tempo útil e por isso Junkers voltou-se para o Ju 88B, o qual receberia a nova designação de Ju 188 a partir de outubro de 1942. O trabalho sobre a Ju 288 foi reduzido a favor do Ju 188, que, sendo a modificação de uma aeronave existente, levaria muito menos tempo para entrar ao serviço. Para isso contribuiriam também os anos de desenvolvimento para melhorar os Ju 88, melhoramentos esses que seriam também incorporado no primeiro protótipo designado originalmente como Ju 88 V44, (o quadragésimo quarto avião de desenvolvimento), e mais tarde como Junkers Ju 188 V1.

A especificação de RLM para o Ju 188 exigia que fosse capaz de atuar como bombardeiro de nível ou de mergulho, devendo por isso manter os travões aerodinâmicos de mergulho presentes no Ju 88. Deveria também poder ser utilizar motores Junkers Jumo 213 ou motores BMW 801 (série E), instalados num modulo de motor (Kraftei em alemão, ou em inglês power-egg), que permitiria que qualquer motor a ser instalado na linha de produção, consoante a disponibilidade.

Ju 88V-44 (Ju 188V-1)
A alteração mais visível em relação ao Junkers Ju 88 era o cockpit. O nariz escalonado do Ju 88 foi substituído por uma única abóbada que começava sob o nariz, curvava para cima prolongando-se sobre o cockpit, e terminava na posição traseira com uma arma dorsal, dando à nova aeronave o perfil de um girino. Também foram feitas alterações nas asas, aumentando a envergadura em cerca de 92 centímetros, e na empenagem que também foi ampliada.

A versão padrão de bombardeiro teria quatro armas, todas operadas a partir da cabine, um canhão MG 151/20 de 20mm no nariz, uma metralhadora MG 131 de 13mm na torreta dorsal na parte superior da cabine, uma metralhadora MG 131 de 13mm na posição dorsal traseira e uma metralhadora MG131 ou metralhadoras gémeas MG 81Z de 7.92mmm na posição ventral traseira, e poderia carregar 3000kg de bombas, interna e externamente.

Dois protótipos ficaram concluídos em janeiro de 1943, iniciando os testes de voo. A nova aeronave superou o já excelente Ju 88 e a nova cabine mais espaçosa e com melhor visibilidade foi bem recebida, no entanto apresentava uma reconhecida fragilidade, a falta de armas na cauda, que levou a que fossem feitas varias tentativas de conceção para uma torreta traseira, mas sem grande sucesso.

O Ju 188 entrou ao serviço em maio de 1943 no Erprobungskommando 188, uma unidade de teste e em 20 de outubro de 1943 no 6 KG. I. / KG 6 que seria a primeira unidade operacional. Apenas duas unidades de bombardeiros o 2º KG e o 6º KG seriam inteiramente convertidas para o Ju 188, embora a aeronave também tenha sido utilizada pelos 26º KG e 66º KG.
Junkers Ju 188E-1, Rússia, 1944

A produção terminaria em fevereiro de 1945, tendo sido produzidas 1234 aeronaves de serie, (em 1943 174 bombardeiros, e 109 de reconhecimento, em 1944, 434 bombardeiros, e 484 de reconhecimento, e em 1945, 33 de reconhecimento) em cinco versões: 

A versão A-2 (283 unidades construídas) foi a primeira das variantes de produção com motor Junkers Jumo 213A de 1776cv, e sistema de injeção de água e metanol MW 50, que aumentava a potencia nas descolagens para 2241cv. 

A versão A-3 (62 unidades construídas)era a variante de bombardeiro torpedeiro, que podia transportar dois torpedos, um sob cada asa e normalmente dispunha de um radar marítimo FuG 200 Hohentwiel . 

O D-2 (404 unidades construídas)era uma versão de reconhecimento marítimo, sem o canhão frontal, com 3 tripulantes, instalação de várias camaras fotográficas e capacidade extra de combustive. Adicionalmente dispunha de um radar marítimo FuG 200. 

A versão E-1 (263 unidades construídas)seria a aeronave de produção com motor BMW 801 G-2 de 1700cv motor BMW 801 D-2 e G-2. Aeronaves de produção iniciais tinham travões de mergulho, que foram removidos para o final da produção. 

A versão F-1 (222 unidades construídas)era um D-2 de reconhecimento com os motores BMW 801 G-2 da versão E-1. 

Ju 388L-1
Outras versões foram estudadas, com construção de protótipos, mas nenhuma delas chegaria a ser produzida em serie. Foi o caso da versão Ju 188R (3 aeronaves versão E convertidas) caça noturno, que seria um modelo E com um radar e um armamento composto por quatro canhões MG 151/20 de 20mm ou dois canhões MK103 de 30mm. Foram também planeadas versões de alta altitude 188J (caça pesado), 188K (bombardeiro) e 188L (reconhecimento). Destas apenas a versão de reconhecimento seria produzida em série, sendo no entanto redesignada para Junkers Ju 388L. Entre 1944 e o fim da guerra terão sido construídos entre 64 a 176 Ju 388 (os numeros existentes não são precisos), a maioria dos quais da versão Ju 388L de reconhecimento (esta informação também varia consoante a fonte). O Junkers Ju 388 distinguia-se do Ju 188 fundamentalmente por dispor de uma cabina pressurizada e motores radiais BMW 801J de 14 cilindros, desenvolvendo 1810cv.

O Ju 188 apareceu tarde demais para ter qualquer impacto significativo na guerra. Da produção total, 283 aeronaves foram construídas em 1943 e 793 em 1944, altura em que a força de bombardeiros alemã estava praticamente inoperacional, tendo no verão de 1944, desaparecido quase completamente devido à a escassez de combustível causada pelos bombardeamentos aliados e à concentração da Luftwaffe no esforço final de defesa da Alemanha na qual não havia lugar para bombardeiros. Como avião de reconhecimento o Ju 188 teve uma atividade também reduzida pois quando entrou ao serviço as forças Aliadas tinham já o domínio absoluto dos céus da Europa o que deixou a Luftwaffe praticamente “cega” até a efémera entrada ao serviço do jato Arado Ar 234.

No final da guerra a força aérea francesa e o seu braço naval utilizariam um numero indeterminado de Ju 188, capturados e reequipados com motores Arsenal 12H (variante pós-guerra do Jumo 213A), os mesmos do avião anfíbio Nord Aviation 1402 Noroit .


EM PORTUGAL
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DESENHOS
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PERFIL
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FONTES
VER TAMBÉM
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Neste blog: Junkers Ju 88 Schnellbomber
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