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Avro 504

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O Avro 504 foi um dos mais bem sucedidos biplanos cuja origem remonta ao inicio da Primeira Guerra Mundial. A sua produção, que durante a Guerra totalizou 8970 unidades, continuou por quase 20 anos, tornando-o a aeronave da Primeira Guerra Mundial mais-produzida, ultrapassando as 10.000 unidades entre 1913 e o ano em que cessou a sua produção, 1932.
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Ano
1913
Pais de Origem
Reino Unido
Função
Instrução
Variante
504k
Tripulação
2
Motor
1 x motor radial rotativo Gnome Monosoupape 9 Type B-2 de 100cv
Peso (Kg)
Vazio
558
Máximo
830

Dimensões (m)
Comprimento
8,97
Envergadura
10.97
Altura
3,18

Performance (Km)
Velocidade Máxima
145
Teto Máximo
4876
Raio de ação
400
Armamento
Geralmente sem armamento.
Durante o período da Primeira Guerra Mundial, algumas aeronaves possuíam uma metralhadora  Lewis de 7,62 mm, e ocasionalmente transportavam 4 bombas de 9Kg.
Países operadores
 Argentina,  Austrália, Bélgica, Bolívia, Brasil, Canada, Chile, China, Dinamarca, Estónia, Finlândia, Grécia, Guatemala, Irão, Irlanda, Japão, México, Mongólia, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Peru, Polónia, Portugal, Rússia (URSS), África do Sul, Espanha, Suécia, Suiça, Sião (Tailândia), Turquia, Reino Unido, Estados Unidos, Uruguai 
Fontes
Aviastar.org
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GALERIA
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Avro 504A
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Avro 504C
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Avro 504J
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Avro 504L
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Avro 504K, Shuttleworth Collection
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Avro 504N
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HISTÓRIA
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O Avro 504, um desenvolvimento do anterior Avro 500 fez o seu voo inaugural a 18 de Setembro de 1913, alimentado por um motor rotativo de sete cilindros Gnome Lambda, de 80cv. 

Avro 504A, em Humble , 1916
No periodo de antecedeu o inicio da Primeira Guerra Mundial o maior desejo de Alliot Verdon Roe era ver uma industria aeronáutica britânica capaz de desenhar, conceber e construir os seus próprios aviões. Roe seria o primeiro britânico a pilotar um avião concebido e construído totalmente na Grã-Bretanha, o Roe II Tri-plane, porém o seu feito seria ofuscado por Louis Blériot que dez dias antes tinha atravessado o Canal da Mancha com o seu Blériot XI.

Apesar do ver o seu feito ofuscado o voo de Blériot fez com que o investimento em Roe se tornasse mais atraente, se bem que ainda duvidoso.

As tentativas de Roe envolveram triplanos e biplanos e culminaram no Avro 500 (Tipo E) de dois lugares que chamou a atenção do Ministério da Guerra que encomendou doze aeronaves entre 1912 e 1913, para serem usadas em cursos de formação de pilotos. Esta encomenda permitiu a Roe financiar a sua companhia a AVRoe e Co Ltd. 

Avro 504A
O desenvolvimento do Avro 500 foi o Avro 504. Os trabalhos no seu protótipo iniciaram-se em abril de 1913 e ficaram concluidos apenas doze semanas depois, sendo o primeiro voo realizado no mês de junho em Brooklands, e em setembro participou na Second Aerial Derby, em Hendon, tendo ficado na quarta posição depois de atingir a velocidade de 106 km/h.

O Avro 504 era um biplano com ambos os planos de igual envergadura e uma fuselagem de seção retangular de viga de madeira armada coberta de tecido. O motor era um Gnome Lambda rotativo de 7 cilindros que desenvolvia 80cv.

A participação na prova de Hendon foi seguida por um número significativo de voos, chamando a atenção do Ministério da Guerra britânico que fez uma encomenda de doze aeronaves para o RFC - Royal Flying Corps e o Almirantado da Royal Navy encomendou uma. 

Montagem Foster da metralhadora Lewis
no Avro 504
Algumas destas aeronaves foram entregues antes da declaração de guerra inglesa ao Império Austro-húngaro a 4 de agosto de 1914 que ditou a entrada do Reino Unido na Primeira Guerra Mundial e o Royal Flying Corps não esperou muito para utilizar os Avro 504. A 22 de agosto seria abatida a primeira aeronave da Guerra, precisamente o Avro 504 pilotado pelo Tenente Vincent Waterfall, atingida por fogo inimigo durante um voo de reconhecimento sobre a Belgica.

Estes Avro 504 participariam em 21  novembro de 1914 num raide de bombardeamento contra a base de Zeppelins em  Friedrichshafen, na Alemanha, que seria conhecido como a sua maior façanha durante a Guerra.

No inicio de 1915 foi introduzido o Avro 504A, que seria produzido até 1916. O Avro 504B introduzido logo de seguida tinha um leme maior com o qual se pretendia melhorar o controlo da aeronave (foram construidos 240 Avro 504B). O Avro 504C seria uma versão monolugar armada para uso contra os Zeplins que faziam incursões sobre o Reino Unido. Em vez da cabina do piloto frente foi instalado tanque de combustível suplementar, permitindo aumentar a duração do voo até 8 horas, e foi armado com com uma metralhadora Lewis de 7,62 mm instalada por cima da asa superior (montagem Foster), para além de poder carregar 4 bombas de 9 kg. 

Avro 504J
Muito embora o Avro 504 fosse destinado primariamente a instrução, durante a Guerra alguns foram equipados com uma metralhadora Lewis de 7,62 mm instalada por cima da asa superior (montagem Foster).

A primeira versão produzida em massa foi o Avro 504J (com 1050 unidades construídas), que dispunha de um leme otimizado (resultado da experiências com as anteriores versões) e um motor rotativo Gnome Monosoupape de 100 cv. Esta versão foi também a primeira a dispor de Gosport, um tubo que prmitia que o instrutor comunicasse com o instruendo durante o voo (este sistema seria mantido em uso pela RAF até a era do famoso Tiger Moth.

A versão mais numerosa seria no entanto o Avro 504K, que introduziu uma nova forma de montagem do motor com normalização da fuselagem em torno de uma capota semi-aberta, permitindo dotar a aeronave de diferentes motores, em linha, radiais ou rotativos. Com esta melhoria a Avro pretendia produzir cerca de 100 aeronaves por semana.

Avro 504Q, exemplar único com cabina para 3,
construído para a Universidade de Oxford para
exploração do Ártico e destruída num acidente em
1924 em Longyearbyen, Svalbard, Noruega
Em 1918, eram os Avro 504 K que equipavam as seis esquadras de defesa aérea da zona Norte de Londres.

Quando a que primeira guerra mundial terminou, tinham sido construído na Grã-Bretanha mais Avro 504 do que qualquer outra aeronave. Oficialmente, tinham sido construídos 8.340 aeronaves a maior parte dos quais usados em unidades de instrução e que por isso nunca tinham entrado em combate. Consequentemente, um grande número de aeronaves sobreviveu à guerra e foram colocados para venda quando a RAF foi atropelada pelo fim da guerra em 1918. Durante os primeiros anos do pós guerra um Avro 504K sem motor poderia custar tão pouco como £868, enquanto um motor utilizável custaria cerca de £907. Portanto, um Avro 504K podia ser comprado no pós-guerra por menos de £1800 – uma soma considerável de dinheiro para muitos na Grã-Bretanha pós-guerra mas acessível para alguns.

Avro 504N com motor Armstrong Siddeley Lynx
Inúmeros países estrangeiros, não apenas da Europa, onde a aeronáutica militar começava a dar os primeiros passos, entre eles Austrália, Nova Zelândia, Estónia, Japão, Canada, e Portugal, aproveitaram para adquirir aeronaves para formação dos seus pilotos, vendidas pela empresa Aircraft Disposal Company com sede em Croydon criada para gerir o excedentes de aeronaves da Grande Guerra, enquanto noutros países como na URSS, foram produzidas cópias não licenciadas da aeronave. 

A RAF continuou a usar o Avro 504 como avião de instrução e entre 1927 e 1933 encomendou 512 unidades novas, mantendo-as em operação até ao início da Segunda Guerra Mundial. Os modelos desta versão apresentavam modificações da estrutura e do trem de aterragem (o característico sky do trem frontal foi eliminado) sendo equipados com um motor radial Armstrong Siddeley Lynx IV de 160cv. Estas unidades seriam designadas como os Avro 504N, tornando-se padrão para a conversão das restantes unidades da RAF (onde eram conhecidos por Avro Lynx), até que fossem substituídas pelos Avro Tutor.

No final, a notável série do Avro 504 tornar-se-ia um dos aviões mais cativantes de sua geração, formaria um número incontável de pilotos militares e civis por todo o mundo e tornar-se-ia uma desejada peça de coleção para ávidos colecionadores de aviões.

EM PORTUGAL

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Avro 504K da AM Portuguesa
Decorria o ano de 1923 quando a Aeronáutica Militar (AM) decidiu remodelar a frota de instrução de pilotagem. Depois de efectuarem a comparação entre o Caudron C.59 - do qual se adquiriu um exemplar - e o Avro 504, foi dada preferência a este último. Foram encomendados em 10 de Novembro de 1923 e recebidos em 20 de Maio de 1924, 30 aviões Avro 504K usados, revistos pela Aircraft Disposal Company, também conhecida pela sigla Airdisco.

A maior parte dos Avro 504K foram utilizados na instrução de pilotos, colocados na Escola Militar de Aviação (EMA), em Sintra, que a partir de 1928, onde se mantiveram até 1937. Três destes aviões foram concedidos, em 1925, à Aviação Naval que foram os primeiros aviões terrestres da Aviação Naval sendo operados a partir do Aeródromo de Alverca, para treino de acrobacia dos pilotos do Centro de Aviação Naval de Lisboa.

Avro 504K da AM Portuguesa
Em 1930, o Inspector da Arma de Aeronáutica, Tenente-Coronel Cyfka Duarte, reconhecendo a falta de um campo de aviação no Arquipélago dos Açores, fez-se transportar de navio até à Ilha Terceira, levando um Avro 504K. Aí foi improvisado um campo de aterragem na Achada, solenemente inaugurado como Campo de Aviação da Achada no dia 4 de Outubro de 1930, sendo na mesma altura o avião baptizado de «Açor». Foi-lhe pintado nos lados da fuselagem, o nome e um açor estilizado, a preto. O frágil Avro 504K «Açor», foi assim o precursor da Aviação Militar na Ilha Terceira.

Com a fuselagem e as asas pintadas de alumínio e toda a secção do motor a preto, os Avro 504K apresentavam a Cruz de Cristo, sobre círculo branco, nos extremos exteriores das asas superiores e inferiores e a bandeira nacional, com escudo, cobrindo todo o leme de direcção. Lateralmente, na fuselagem, uma faixa em diagonal reflectindo a cor da esquadrilha, com o número de matrícula sobreposto. A Escola Militar de Aeronáutica de Sintra adoptou a cor azul.


DESENHOS
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PERFIL
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FONTES
VER TAMBÉM
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Avro 500

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O Avro Tipo E ou Avro 500, é o primeiro de uma família de aviões militares britânicos dos primórdios da aviação, considerado por Alliott Verdon Roe como primeiro projeto verdadeiramente bem sucedido da sua empresa e que seria o precursor do Avro 504 , um dos aviões da RAF na I Guerra Mundial .
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Ano
1912
Pais de Origem
Reino Unido
Função
-
Variante
Tipo 500
Tripulação
1 ou 2
Motor
1 x radial rotativo Gnome Omega de 50 cv
Peso (Kg)
Vazio
409
Máximo
590

Dimensões (m)
Comprimento
8,84
Envergadura
10,97
Altura
2,97

Performance (Km)
Velocidade Máxima
98
Teto Máximo
-
Raio de ação
-
Armamento



Países operadores
Reino Unido, Portugal
Fontes
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GALERIA
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HISTÓRIA
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Avro Duigan
Em 1911 a AV Roe construiu para o pioneiro aviador australiano John Robertson Duigan uma aeronave de dois lugares que seria o precursor do Avro tipo E (Avro 500) criado em paralelo. 

O Avro 500 era maior que a aeronave criada para Duigan, e dispunha de um motor mais potente, um motor ENV de 60 cv arrefecido a água. Tratava-se de um biplano de dois lugares de asas não balanceadas com as pontas arredondadas, uma fuselagem de secção rectangular, com a empenagem, elevadores e leme moldados em aço, e sem estabilizador vertical fixo. O trem de aterragem era composto por um par de rodas com um patim entre elas que se prolongava bastante para a frente da hélice. Com um design que se tornaria norma , por quase duas décadas na construção de aeronaves., o Avro 500 e o seu contemporâneo Royal Aircraft Factory BE1 estão entre os primeiros aviões verdadeiramente operacionais até então construídos. 
Construção do primeiro Avro 500 com motor ENV

A aeronave voou pela primeira vez em 3 de março 1912 por Wilfred Parke , e apesar da sua velocidade máxima e razão de subida ficarem aquém das espectativas, o comportamento da aeronave destacou-se em todos os outros sentidos. 

Um melhor desempenho seria obtido com o segundo exemplar construído, com a substituição do motor por um, muito mais leve, motor rotativo Gnome de 50 cv, refrigirado a ar. Este voou pela primeira vez em 8 de maio de 1912, atingindo a altitude de 610 metros em cinco minutos. No dia seguinte, a aeronave voou de Brooklands para Plain de Laffan , cobrindo os 28 km em 20 minutos.

No mesmo dia, ele demonstrou capacidade para cumprir os requisitos estabelecidos pelo Ministério da Guerra para um "avião militar", que tinha sido publicado no âmbito do concurso para um avião militar lançado em 1912. As autoridades ficaram suficientemente impressionadas com a aeronave para adquirirem dois exemplares do agora batizado Avro 500 .
Transporte de um Avro 500

A aeronave provou ser um sucesso sendo encomendados mais quatro exemplares, e outros cinco de um derivado de apenas um lugar, o Avro 502. No total seriam construídos 12 Avro 500 e cinco Avro 502 de apenas um lugar. 

Com o deflagrar da I Guerra Mundial as forças armadas britânicas utilizarias estas aeronaves na instrução de pilotos durante os primeiros meses da guerra.


EM PORTUGAL
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A 8 de Outubro de 1912, chega a Lisboa, um biplano Avro 500, com um motor Gnome de 50 CV, adquirido em Inglaterra por 900 libras, por subscrição aberta pelo Partido Republicano Português, baptizado com o nome "Républica”.

Foram efectuados 12 voos em Portugal pelo piloto inglês Copland Perry, pois não haviam pilotos portugueses, antes do avião ser entregue à recém formada Companhia de Aerosteiros do Exercito. Já nesta unidade do exército fez mais dois voos,o segundo dos quais em outubro de 1912, terminou com uma aterragem forçada no Tejo. O avião foi então desmontado, encaixotado e enviado para Vila Nova da Rainha, não havendo noticia de ter voltado a voar. 

DESENHOS
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PERFIL
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FONTES
VER TAMBÉM
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T-27 (EMB-312) Tucano e A-29 (EMB-314) Super Tucano

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O EMB-312 Tucano, de conceção brasileira, é um dos aviões de instrução básica e de combate de maior sucesso no período recente, reconhecido pela Força Aérea Brasileira (FAB), e por um grande número de forças aéreas que adquiriram a aeronave. Em 1988 a Embraer e a FAB começaram a trabalhar num projeto de um derivado do Tucano para instrução, patrulha e combate contra-insurgência, do qual resultaria o EMB-314 Super Tucano (designado por A-29 pela FAB).
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Ano
1993
Pais de Origem
Brasil
Função
Instrução, patrulha e ataque ligeiro
Variante
EMB-314 Super Tucano
Tripulação
2
Motor
1 x motor Pratt & Whitney Canadá PT-6 A 68C com 1600cv
Peso (Kg)
Vazio
3200
Máximo
5400

Dimensões (m)
Comprimento
11,30
Envergadura
11,14
Altura
3,97

Performance (Km)
Velocidade Máxima
590
Teto Máximo
10665
Raio de ação
550 (com combustivel interno)
Armamento
2 x metralhadoras FN M-3P de 12,7 mm, com 200 munições cada;
Até 1550 kg de cargas externas repartida por 5 suportes (4 nas asas e um sob a fuselagem) combinando:
- 2 x misseis ar-ar AIM-9 Sidewinder ou MAA-1 Piranha;
- bombas MK-81 de 119 kg, Mk-82 de 227 kg;
- bombas guiadas a laser GBU-12 Paveway de 227 kg;
- 4 x casulos com 19 foguetes SBAT-70 de 70 mm Skyfire;
- 1 x casulo de canhão GIAT M20A1 de 20 mm sob a fuselagem


Países operadores
Brasil,  Gana,  Angola,  Burkina Faso,  Mauritânia,  Senegal,  Mali,  Colômbia, Chile,  República Dominicana,  Equador,  Indonésia,  Honduras,  Afeganistão,  Líbano,  Estados Unidos
Fontes
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GALERIA
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EMB-312, (T-27) FA Argentina
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EMB-312, (AT-27) FA Peruana
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EMB-312S (Short S-312 Tucano), RAF
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EMB-312F Armée de l'Air
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EMB-314, (A-29B), FA Brasileira
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EMB-314 (A-29B), FA Afgã
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HISTÓRIA
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Em finais de 1978 a FAB patrocinou junto da Embraer (na altura uma empresa estatal) o desenvolvimento de uma aeronave de baixo custo, para instrução de pilotos, com capacidade de ataque ligeiro em missões de contra-insurgência, em zonas sem sistemas de defesa aérea, com custos de operação relativamente baixos. O desenvolvimento da aeronave designada por EMB-312 iniciou-se em 1979, depois de em dezembro de 1978 a Embraer ter recebido um contrato para a produção de dois protótipos, cujas especificações e incluíam o uso de um motor turboélice Pratt & Whitney Canada PT6-25C, cockpit para um ou dois tripulantes em tandem com a posição traseira elevada, equipado com assentos ejetáveis. 

YT-27 (EMB-312) Protótipo
Ao primeiro protótipo de ensaios em terra, seguiu-se um segundo que realizaria o primeiro voo em agosto de 1982. Porém este protótipo seria perdido num acidente quando a aeronave excedeu a velocidade de mergulho para a qual fora concebida, resultando na desintegração completa da estrutura do avião durante o mergulho. Tanto o piloto como o copiloto foram capazes de se ejetar com segurança. 

Um terceiro protótipo YT-27 modificado a partir dos dois protótipos anteriores, voou a 16 de agosto de 1982 e no mês seguinte fez a sua estreia internacional no Farnborough Airshow , cruzando a Atlântico, poucos dias após seu primeiro vôo. 

O tipo foi designado pela Força Aérea Brasileira como o T-27 Tucano para instrução e AT-27 para ataque ao solo em missões Contra-insurgência (COIN). 

O Tucano é uma aeronave construída para um regime de aerodinâmica normal, de asa baixa e recta, com forma trapezoidal, com uma estrutura de duas longarinas em liga de alumínio e ailerons controlados eletricamente. 

Primeiro EMB-312 Tucano de pré-produção
A fuselagem, semi-monocoque é construída em liga de alumínio, dispõe o compartimento do motor a frente, logo atrás uma cabine para dois tripulantes em tandem, ambos com assentos ejectaveis Martin Baker Mk8L, com o lugar da retaguarda numa posição mais elevada, cobertos por uma carlinga de bolha sem moldura com abertura para a direita, termina numa empenagem convencional. 

O trem de aterragem triciclo, com uma roda no nariz, dispõe de um sistema de desbloqueio de emergência em caso de falha do sistema primário. 

No compartimento do motor encontra-se um turboélice Pratt & Whitney Canada PT6A-25C que movimenta uma uma hélice de três pás de passo variável automaticamente reversível Hartzell HC-B3TN-3C. 

Nas asas estão alojados os tanques de combustível com capacidade de 694 litros e o sistema de combustível permite realizar voo invertido durante 30 segundos. 

A versão de ataque AT-27, dispõe de quatro suportes com capacidade para 250Kg cada, nos quais podem ser instalados pods com uma metralhadora de 7,62 mm e 500 munições, bombas de queda livre ou foguetes Aviabras SBAT-37 ou SBAT-70. 

Entre as principais características da aeronave incluem-se um sistema de controlo de torque automático e o monocomando acelerador que combina tanto a potência do motor como o passo da hélice, garantindo aceleração e desaceleração suave e rápida. 

EMB-312, FA  Iraniana
Muitas características do EMB-312 tornaram-se padrão em projetos de aeronaves de instrução básica posteriores sendo o primeiro avião de instrução militar turboélice desenvolvido depois do início da era do jato. 

Até o final de 1996, o volume total de encomendas de aviões EMB-312 Tucano totalizaram já 623 unidades, mais de 600 dos quais já entregues aos clientes, e estavam em curso encomendas para mais 126 aeronaves. Entre os países compradores e para além do Brasil (o maior cliente), encontravam-se as Forças aéreas de Angola, Argentina, Colômbia, Egipto, França, Honduras, Irão Iraque, Mauritânia, Paraguai, Peru e Venezuela. 

A versão de base EMB-312A foi a mais produzida, mas foram produzidas outras, para obedecer as necessidades de potenciais clientes. 

Para a Força aérea francesa o EMB-312F equipado com aviónicos Thomson-CSF. 

O EMB-312S (Short S-312 Tucano), também conhecido por Short Tucano, foi a versão construída sob licença pela Short Brothers em Belfast para a RAF, equipado com um motor Garrett TPE331-12B e com uma hélice de passo variável de quatro pás. 

Protótipo EMB-312H, e seu armamento
Em 1986, o EMB-312H, foi um protótipo construído pela Embraer e Northrop para concorrer a uma especificação dos EUA que pretendiam adquirir 711 aeronaves de instrução avançada no âmbito do programa JPATS (Joint Primary Aircraft Training System). Deste protótipo derivaria o EMB-314 Super Tucano, (A-29 na designação da FAB) desenvolvido para responder aos requisitos, da especificação ALX (Aeronave Leve de Ataque), do governo brasileiro que pretendia uma aeronave ligeira para patrulha de fronteiras e interceção de aeronaves ilícitas na região Amazónica (atuando conjuntamente com aeronaves E-99 e R-99) e que cumulativamente pudesse ser usada na instrução avançada de pilotos da FAB.

A aeronave foi concebido para atender aos requisitos operacionais da Força Aérea Brasileira (FAB), para uma aeronave de ataque tático, para operar na vigilância e defesa da Amazônia brasileira no âmbito dos projetos SIPAM e SIVAM, e na instrução de pilotos de caça. 

A evolução extraordinária dos sistemas electrónicos de bordo, dos sensores e dos armamentos influenciou fortemente a aviação militar, e racionalizou a utilização de uma grande variedade de plataformas de aeronaves de caça, patrulha e reconhecimento.Por outro lado o final da guerra fria trouxe novas ameaças, que anteriormente estavam latentes e que nem sempre podiam ser resolvidas de maneira satisfatória com a utilização de aeronaves de alto desempenho. Isso era particularmente verdadeiro no tocante aos territórios com fronteiras extensas e desprotegidas. 

Todas estas questões foram tidas em consideração no desenvolvimento do EMB-314 Super Tucano como um avião militar turboélice polivalente a partir das características do seu antecessor, o Embraer EMB-312 Tucano.

A aeronave foi equipada com um motor turboélice Pratt & Whitney PT6A-68C (mais potente que o PT6A-67 do EMB-312H) , incorporando tecnologia de ultima geração como os sistemas FADEC (Full Authority Digital Engine Control) e EICAS (Engine Indication and Crew Alerting System), para movimentar uma uma hélice Hartzell de velocidade constante com cinco lâminas,. A fuselagem foi alongada em cerca de 1,31 metros em relação ao EMB-312 e recebeu um travão aerodinâmico ventral. 

A plataforma do EMB-314 Super Tucano, foi projetada, nas versões monoposto e bi-posto, com tecnologia de última geração que proporcionam à aeronave uma vida útil em potencial de 18.000 horas em missões típicas de instrução, ou 12.000 horas em ambientes operacionais de combate, dependendo das cargas de missão e da utilização. 

A tripulação é protegida pela blindagem reforçada da cabina (capaz de resistir a projeteis de 12.7 mm), onde os tripulantes se sentam numa configuração tandem em assentos ejetáveis Martin-Baker MK-10lCX que incorporam um dispositivo de ejeção sequencial de três modos.

O Super Tucano apresenta uma Interface Homem-Máquina de última geração, que se destina a minimizar a carga de trabalho do piloto, mediante a otimização de todas as tarefas (busca, interceptação, vigilância, apoio, etc). 

Cockpit do A-29 Super Tucano
Possui um sistema de aviónicos baseado numa arquitetura de barramento MIL-STD-1533, e que incorpora, entre outros, os seguintes sistemas:

- Conceito HOTAS ( Hands on Throttle and Stick);
- INS Laser com Sistema de Navegação GPS;
- Modos de Ataque computorizados (CCIP, CCRP, CCIL, etc.)
- HUD (Head Up Display) com UFCP (Up Front Control Panel);
- CMFD) (Color Multi-Function Displays), dois por posto de pilotagem;
- V/UHF tático com provisões para data-link;
- Rádio, comunicação e navegação integradas;
- Câmara/Gravador de Vídeo
- Sistema de iluminação interna e externa compatível com NVG Gen III, (Óculos de visão noturna de terceira geração);
- Piloto automático com capacidade de planeamento de missão incorporada;
- FLIR (Forward-Looking Infrared) Visão frontal por infravermelhos;
- Cabine com instrumentação totalmente eletrónica.

EMB-314 Super Tucano de demonstração
Inteiramente integrados na aeronave, o sistema de missão do A-29 estão integra dois monitores de processamento MDP (Mission & Display Processors), que recebem e processam informações dos sensores, variáveis de navegação e ataque. O sistema FLIR (Forward Looking Infrared) AN/AAQ-22 Safire, da FLIR Systems, de visão por infra-vermelhos, fornece imagens térmicas em dois modos de apresentação que podem ser selecionados pelos tripulantes, está inteiramente integrado aos óculos de visão noturna NVG ANVIS-9 da ITT garantindo uma total capacidade de operações noturnas ou com baixa visibilidade com segurança.

O Super Tucano está equipado com um sistema de transmissão e recepção de dados via datalink fornecido pelo rádio Rohde & Schwartz M3AR (Série 6000) com proteção eletrônica das comunicações. Através desse sistema de datalink o Super Tucano recebe dados do radar do R-99A/E-99/EMB 145 AWACS (Sistema Aéreo de Alerta e Controle) permitindo obter uma completa imagem do teatro de operações, e simultaneamente enviar em tempo real as imagens que forem captadas pelo seu sistema FLIR  , para o posto de comando de missão. O FLIR é usado para navegação através de uma visão por infravermelhos de alta resolução que funciona de dia ou noite podendo, ainda, designar um alvo para ataque. 

A-29 da FAB, armado dois misseis MAA-1 Piranha
Para auto preservação, a aeronave dispõe de um sistema de alerta de aproximação de misseis MAWS (Missile Approach Warning System), um recetor de alerta de radar RWR (Radar Warning Receiver), para além de dispensadores de chaff e flares. 

O sistema de armamentos que incorpora tecnologia de última geração é inteiramente integrado com o sistema de aviónicos sendo constituído pelas armas e um conjunto avançado de sensores. O armamento de base consiste em duas metralhadoras 12,7 mm nas asas (cada uma com 200 tiros), e quatro suportes sub alares e um ventral, com capacidade total para 1.500 kg de uma extensa gama de armamentos (convencionais e inteligentes), para acompanhar as contínuas mudanças que ocorrem nos potenciais ambientes de operação da aeronave. 

A vasta gama de armamento que pode ser utilizada no Super Tucano inclui, pods (casulos) para canhões de 20 mm, metralhadoras de 12,7 mm, misseis ar-ar de curto alcance do tipo AIM-9 Sidewinder, bombas convencionais Mk 81 ou Mk 82, e pods de foguetes SBAT-70/19 ou LAU-68. 

A-29 (EMB-314) Super Tucano, FA Indonesia
No Brasil, atualmente o Super Tucano opera no mais recente e mais sofisticado sistema de vigilância em funcionamento no mundo o Serviço de Vigilância da Amazônia ou SIVAM, onde a aeronave cumpre missões de vigilância de fronteira, perseguindo e interceptando alvos aéreos, sendo capaz de receber e transmitir dados por meio do seu sistema de data-link de última geração. 

Tal como o seu antecessor, o Super Tucano foi adquirido por forças aéreas de vários paises para além do Brasil, que opera 99 aeronaves. Entre esses países incluem-se o Gana (5 aeronaves), Angola (6 aeronaves), Burkina Faso (3 aeronaves), Mauritânia (3 aeronaves), Senegal (3 aeronaves), Mali (6 aeronaves), Colômbia (25 aeronaves), Chile (12 aeronaves), República Dominicana (8 aeronaves), Equador (18 aeronaves), Indonésia (16 aeronaves), Honduras (2 aeronaves), Afeganistão (20 aeronaves), e Líbano (6 aeronaves).

Os EUA, os Emirados Árabes Unidos, o Peru, El Salvador e o Paraguai, constam da lista de interessados em adquirir aeronaves, enquanto que uma venda de 24 aeronaves à Venezuela foi recusada devido a oposição dos EUA, (o governo dos EUA tem o poder de veto nas vendas de qualquer equipamento militar que conte com tecnologia norte-americana e o Super Tucano conta com sistema inercial de voo, computador de bordo, motor e hélice, além de outros sistemas de origem norte-americana).


EM PORTUGAL
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