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HAL HF-24 Marut

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O HAL HF-24 Marut ("espírito do vento”) foi a primeira aeronave a jato projetada e construída na Índia. Foi projetada pelo engenheiro alemão Kurt Tank (projetista do Focke-Wulf Fw 190), que trabalhara no desenvolvimento do caça a jato Pulqui II para o governo argentino de Perón até este ser derrubado por um golpe de estado. Ao chegar a Bangalore, contratado pelo governo indiano, em 1956 com 14 membros da sua equipa,  Kurt Tank trazia na bagagem o projeto de uma nova aeronave.
O protótipo voou pela primeira vez em 17 de junho de 1961, as primeiras aeronaves de pré-série em 1963, e o primeiro dos aviões de produção, em 1967. 
Os 147 HF-24 Marut construídos (18 dos quais HF-24T de instrução com dois lugares) pela Hindustan Aeronautics Limited equiparam três esquadrões da IAF (Indian Air Force) tendo sido retirados de serviço em 1985.

Morane-Saulnier Tipo N, I e V

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A Primeira Guerra Mundial iniciou-se a 28 de julho de 1914, e apesar do reconhecimento aéreo ter tido um papel importante logo no inicio da "guerra de manobras" de 1914, especialmente ao ajudar os aliados a interromper a invasão alemã da França, o primeiro combate aéreo com uma aeronave armada com uma arma fixa na fuselagem só ocorreria em 1 de abril de 1915, quando um piloto francês chamado Roland Garros abateu um avião alemão, com a metralhadora do seu Morane-Saulnier tipo N, montada para disparar através do arco da hélice em funcionamento.

Avro 504

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O Avro 504 foi um dos mais bem sucedidos biplanos cuja origem remonta ao inicio da Primeira Guerra Mundial. A sua produção, que durante a Guerra totalizou 8970 unidades, continuou por quase 20 anos, tornando-o a aeronave da Primeira Guerra Mundial mais-produzida, ultrapassando as 10.000 unidades entre 1913 e o ano em que cessou a sua produção, 1932.
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Ano
1913
Pais de Origem
Reino Unido
Função
Instrução
Variante
504k
Tripulação
2
Motor
1 x motor radial rotativo Gnome Monosoupape 9 Type B-2 de 100cv
Peso (Kg)
Vazio
558
Máximo
830

Dimensões (m)
Comprimento
8,97
Envergadura
10.97
Altura
3,18

Performance (Km)
Velocidade Máxima
145
Teto Máximo
4876
Raio de ação
400
Armamento
Geralmente sem armamento.
Durante o período da Primeira Guerra Mundial, algumas aeronaves possuíam uma metralhadora  Lewis de 7,62 mm, e ocasionalmente transportavam 4 bombas de 9Kg.
Países operadores
 Argentina,  Austrália, Bélgica, Bolívia, Brasil, Canada, Chile, China, Dinamarca, Estónia, Finlândia, Grécia, Guatemala, Irão, Irlanda, Japão, México, Mongólia, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Peru, Polónia, Portugal, Rússia (URSS), África do Sul, Espanha, Suécia, Suiça, Sião (Tailândia), Turquia, Reino Unido, Estados Unidos, Uruguai 
Fontes
Aviastar.org
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GALERIA
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Avro 504A
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Avro 504C
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Avro 504J
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Avro 504L
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Avro 504K, Shuttleworth Collection
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Avro 504N
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HISTÓRIA
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O Avro 504, um desenvolvimento do anterior Avro 500 fez o seu voo inaugural a 18 de Setembro de 1913, alimentado por um motor rotativo de sete cilindros Gnome Lambda, de 80cv. 

Avro 504A, em Humble , 1916
No periodo de antecedeu o inicio da Primeira Guerra Mundial o maior desejo de Alliot Verdon Roe era ver uma industria aeronáutica britânica capaz de desenhar, conceber e construir os seus próprios aviões. Roe seria o primeiro britânico a pilotar um avião concebido e construído totalmente na Grã-Bretanha, o Roe II Tri-plane, porém o seu feito seria ofuscado por Louis Blériot que dez dias antes tinha atravessado o Canal da Mancha com o seu Blériot XI.

Apesar do ver o seu feito ofuscado o voo de Blériot fez com que o investimento em Roe se tornasse mais atraente, se bem que ainda duvidoso.

As tentativas de Roe envolveram triplanos e biplanos e culminaram no Avro 500 (Tipo E) de dois lugares que chamou a atenção do Ministério da Guerra que encomendou doze aeronaves entre 1912 e 1913, para serem usadas em cursos de formação de pilotos. Esta encomenda permitiu a Roe financiar a sua companhia a AVRoe e Co Ltd. 

Avro 504A
O desenvolvimento do Avro 500 foi o Avro 504. Os trabalhos no seu protótipo iniciaram-se em abril de 1913 e ficaram concluidos apenas doze semanas depois, sendo o primeiro voo realizado no mês de junho em Brooklands, e em setembro participou na Second Aerial Derby, em Hendon, tendo ficado na quarta posição depois de atingir a velocidade de 106 km/h.

O Avro 504 era um biplano com ambos os planos de igual envergadura e uma fuselagem de seção retangular de viga de madeira armada coberta de tecido. O motor era um Gnome Lambda rotativo de 7 cilindros que desenvolvia 80cv.

A participação na prova de Hendon foi seguida por um número significativo de voos, chamando a atenção do Ministério da Guerra britânico que fez uma encomenda de doze aeronaves para o RFC - Royal Flying Corps e o Almirantado da Royal Navy encomendou uma. 

Montagem Foster da metralhadora Lewis
no Avro 504
Algumas destas aeronaves foram entregues antes da declaração de guerra inglesa ao Império Austro-húngaro a 4 de agosto de 1914 que ditou a entrada do Reino Unido na Primeira Guerra Mundial e o Royal Flying Corps não esperou muito para utilizar os Avro 504. A 22 de agosto seria abatida a primeira aeronave da Guerra, precisamente o Avro 504 pilotado pelo Tenente Vincent Waterfall, atingida por fogo inimigo durante um voo de reconhecimento sobre a Belgica.

Estes Avro 504 participariam em 21  novembro de 1914 num raide de bombardeamento contra a base de Zeppelins em  Friedrichshafen, na Alemanha, que seria conhecido como a sua maior façanha durante a Guerra.

No inicio de 1915 foi introduzido o Avro 504A, que seria produzido até 1916. O Avro 504B introduzido logo de seguida tinha um leme maior com o qual se pretendia melhorar o controlo da aeronave (foram construidos 240 Avro 504B). O Avro 504C seria uma versão monolugar armada para uso contra os Zeplins que faziam incursões sobre o Reino Unido. Em vez da cabina do piloto frente foi instalado tanque de combustível suplementar, permitindo aumentar a duração do voo até 8 horas, e foi armado com com uma metralhadora Lewis de 7,62 mm instalada por cima da asa superior (montagem Foster), para além de poder carregar 4 bombas de 9 kg. 

Avro 504J
Muito embora o Avro 504 fosse destinado primariamente a instrução, durante a Guerra alguns foram equipados com uma metralhadora Lewis de 7,62 mm instalada por cima da asa superior (montagem Foster).

A primeira versão produzida em massa foi o Avro 504J (com 1050 unidades construídas), que dispunha de um leme otimizado (resultado da experiências com as anteriores versões) e um motor rotativo Gnome Monosoupape de 100 cv. Esta versão foi também a primeira a dispor de Gosport, um tubo que prmitia que o instrutor comunicasse com o instruendo durante o voo (este sistema seria mantido em uso pela RAF até a era do famoso Tiger Moth.

A versão mais numerosa seria no entanto o Avro 504K, que introduziu uma nova forma de montagem do motor com normalização da fuselagem em torno de uma capota semi-aberta, permitindo dotar a aeronave de diferentes motores, em linha, radiais ou rotativos. Com esta melhoria a Avro pretendia produzir cerca de 100 aeronaves por semana.

Avro 504Q, exemplar único com cabina para 3,
construído para a Universidade de Oxford para
exploração do Ártico e destruída num acidente em
1924 em Longyearbyen, Svalbard, Noruega
Em 1918, eram os Avro 504 K que equipavam as seis esquadras de defesa aérea da zona Norte de Londres.

Quando a que primeira guerra mundial terminou, tinham sido construído na Grã-Bretanha mais Avro 504 do que qualquer outra aeronave. Oficialmente, tinham sido construídos 8.340 aeronaves a maior parte dos quais usados em unidades de instrução e que por isso nunca tinham entrado em combate. Consequentemente, um grande número de aeronaves sobreviveu à guerra e foram colocados para venda quando a RAF foi atropelada pelo fim da guerra em 1918. Durante os primeiros anos do pós guerra um Avro 504K sem motor poderia custar tão pouco como £868, enquanto um motor utilizável custaria cerca de £907. Portanto, um Avro 504K podia ser comprado no pós-guerra por menos de £1800 – uma soma considerável de dinheiro para muitos na Grã-Bretanha pós-guerra mas acessível para alguns.

Avro 504N com motor Armstrong Siddeley Lynx
Inúmeros países estrangeiros, não apenas da Europa, onde a aeronáutica militar começava a dar os primeiros passos, entre eles Austrália, Nova Zelândia, Estónia, Japão, Canada, e Portugal, aproveitaram para adquirir aeronaves para formação dos seus pilotos, vendidas pela empresa Aircraft Disposal Company com sede em Croydon criada para gerir o excedentes de aeronaves da Grande Guerra, enquanto noutros países como na URSS, foram produzidas cópias não licenciadas da aeronave. 

A RAF continuou a usar o Avro 504 como avião de instrução e entre 1927 e 1933 encomendou 512 unidades novas, mantendo-as em operação até ao início da Segunda Guerra Mundial. Os modelos desta versão apresentavam modificações da estrutura e do trem de aterragem (o característico sky do trem frontal foi eliminado) sendo equipados com um motor radial Armstrong Siddeley Lynx IV de 160cv. Estas unidades seriam designadas como os Avro 504N, tornando-se padrão para a conversão das restantes unidades da RAF (onde eram conhecidos por Avro Lynx), até que fossem substituídas pelos Avro Tutor.

No final, a notável série do Avro 504 tornar-se-ia um dos aviões mais cativantes de sua geração, formaria um número incontável de pilotos militares e civis por todo o mundo e tornar-se-ia uma desejada peça de coleção para ávidos colecionadores de aviões.

EM PORTUGAL

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Avro 504K da AM Portuguesa
Decorria o ano de 1923 quando a Aeronáutica Militar (AM) decidiu remodelar a frota de instrução de pilotagem. Depois de efectuarem a comparação entre o Caudron C.59 - do qual se adquiriu um exemplar - e o Avro 504, foi dada preferência a este último. Foram encomendados em 10 de Novembro de 1923 e recebidos em 20 de Maio de 1924, 30 aviões Avro 504K usados, revistos pela Aircraft Disposal Company, também conhecida pela sigla Airdisco.

A maior parte dos Avro 504K foram utilizados na instrução de pilotos, colocados na Escola Militar de Aviação (EMA), em Sintra, que a partir de 1928, onde se mantiveram até 1937. Três destes aviões foram concedidos, em 1925, à Aviação Naval que foram os primeiros aviões terrestres da Aviação Naval sendo operados a partir do Aeródromo de Alverca, para treino de acrobacia dos pilotos do Centro de Aviação Naval de Lisboa.

Avro 504K da AM Portuguesa
Em 1930, o Inspector da Arma de Aeronáutica, Tenente-Coronel Cyfka Duarte, reconhecendo a falta de um campo de aviação no Arquipélago dos Açores, fez-se transportar de navio até à Ilha Terceira, levando um Avro 504K. Aí foi improvisado um campo de aterragem na Achada, solenemente inaugurado como Campo de Aviação da Achada no dia 4 de Outubro de 1930, sendo na mesma altura o avião baptizado de «Açor». Foi-lhe pintado nos lados da fuselagem, o nome e um açor estilizado, a preto. O frágil Avro 504K «Açor», foi assim o precursor da Aviação Militar na Ilha Terceira.

Com a fuselagem e as asas pintadas de alumínio e toda a secção do motor a preto, os Avro 504K apresentavam a Cruz de Cristo, sobre círculo branco, nos extremos exteriores das asas superiores e inferiores e a bandeira nacional, com escudo, cobrindo todo o leme de direcção. Lateralmente, na fuselagem, uma faixa em diagonal reflectindo a cor da esquadrilha, com o número de matrícula sobreposto. A Escola Militar de Aeronáutica de Sintra adoptou a cor azul.


DESENHOS
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PERFIL
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FONTES
VER TAMBÉM
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Morane-Saulnier MS.406

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O Morane-Saulnier MS.406 foi o primeiro caça moderno no inventário do Armée de l' Air. Embora comparável ao seu contemporâneo Hawker Hurricane britânico e modelos iniciais do Messerschmitt Bf 109, era incapaz de enfrentar as mais recentes e poderosas versões do Bf 109. 

Construído pela Aéroplanes Morane-Saulnier a partir de 1938, era numericamente, o caça mais importante do Armée de l'Air (Força Aérea Francesa) no período que antecedeu o inicio da Segunda Guerra Mundial e durante a Batalha de França. Era uma aeronave robusta e altamente manobrável, porém com pouca ou nenhuma blindagem, sem tanques de combustível auto-selantes, com um motor de fraca potência e um armamento pobre e ineficaz quando comparado com seus contemporâneos. Entre estes encontrava-se o mais recente Messerschmitt Bf 109E alemão contra o qual o MS.406 era incapaz de se opor.
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Ano
1935
Pais de Origem
França
Função
Caça
Variante
MS.406 C-1
Tripulação
1
Motor
1 x Hispano-Suiza 12Y-31
Peso (Kg)
Vazio
1893
Máximo
2470

Dimensões (m)
Comprimento
8,13
Envergadura
10,61
Altura
2,71

Performance (Km)
Velocidade Máxima
486
Teto Máximo
9850
Raio de ação
900
Armamento
1 x Canhão Hispano-Suiza HS9 de 20mm com 60 tiros
2 x Metralhadoras de 7.5mm MAC 1934, com 300 tiros cada
Países operadores
França, Alemanha, Finlândia, Croácia, China, Itália,  Suiça, Turquia, Tailândia
Fontes
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GALERIA
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MS.406C-1, GC III 6, Armée de l Air, 1940
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MS.406C-1, Armée de l Air, 1940
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MS.406, Forces Aériennes Françaises Libres
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MS.406/D-3800, Suíço
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D-3803, Suíço
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MS.406/D-3800 na atualidade
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HISTÓRIA
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Apesar de ser o mais numeroso de todos os caças ao serviço do Armée de l'Air na Batalha da França (os outros eram o Dewoitine D.520, o Bloch MB.152, Curtiss H.75), o MS.406 foi o que obteve menos vitórias, apenas 191 confirmadas e 83 prováveis.

Em contrapartida as perda foram pesadas. Cerca de 400 MS.406 foram destruidos, dos quais 150 em combate ou sob fogo antiaéreo, 100 no solo em ataques aéreos inimigos e os restantes deliberadamente destruídos por militares franceses para impedir que caíssem em mãos inimigas.

MS.405 C1
A aeronave surgiu em 1934, em resposta a um concurso do Service Technique Aéronautique (Serviço Técnico de Aeronáutica) do Armée de l'Air para um novo e moderno caça monoposto, monoplano com trem de aterragem retrátil . A proposta da Morane-Saulnier, que tinha uma longa história de produção de aviões de guerra que remontava a Primeira Guerra Mundial, apesar de no período entre-guerras, se terem concentrado em projetos civis, foi o MS.405 desenvolvido pelo engenheiro-chefe Paul-René Gauthier.

O MS.405 foi para a Morane-Saulnier o seu primeiro monoplano de asa baixa, com um cockpit fechado, e o trem de aterragem retrátil (antes disso, os seus desenhos mais modernos tinham sido monoplanos com asa em parassol como o MS.230).

Era uma aeronave de construção mista, com cauda de madeira coberta de tecido, e a restante fuselagem com estrutura em tubos de duralumínio, com revestimento em Plymax (folha fina de duralumínio colada a uma folha mais grossa de contraplacado). O protótipo MS.405-1 dispunha de uma hélice de três pás Chauvière que era accionada por um motor de 12 cilindros do motor em V com refrigeração líquida Hispano-Suiza 12Ygrs que desenvolvia 850 cv.

O armamento consistia num canhão de 20mm Hispano-Suiza HS9, montado no eixo da hélice com capacidade para apenas 60 tiros (o reduzido numero de munições era a sua grande fraqueza), e de duas metralhadoras de 7.5mm MAC 1934 cada uma com 300 tiros.

O primeiro protótipo, M.S. 405-1, que voou em 8 de agosto de 1935, mas o segundo MS. 405-2 com um motor de 860cv Hispano-Suiza 12Ycrs, apenas voaria a 20 de Janeiro de 1937, quase um ano e meio mais tarde. Com o novo motor, o caça chegou a 443 km/h, rápido o suficiente para garantir uma encomendade mais 16 protótipos de pré-produção, cada um incluindo melhorias em relação à versão anterior.

Corte esquemático do MS.406 C1
O resultado dessas melhorias foi o MS. 406. As duas principais melhorias em relação ao MS.405 foram a inclusão de uma nova estrutura de asa que possibilitou a redução do peso da aeronave, e um radiador retrátil sob a fuselagem. O MS.406 era motorizado por um motor de 860 cv Hispano-Suiza 12Y-31, com o qual a aernave atingiu os 489 km/h.

O armamento era o mesmo do MS.405 de pré-produção no entanto as MAC 1934 revelariam ter tendência a congelar em altas altitudes acima de 6000 metros pelo que foram adicionados aquecedores nas armas para uso em altitude.

A eminência da guerra com a Alemanha ficou era evidente em finais da década de 1930, e por isso o Armée de l'Air encomendou 1000 aeronaves MS.406 em março de 1938. A incapacidade da Morane-Saulnier de produzir esse numero de aeronaves na sua fábrica, conduziu a instalação de uma segunda linha de produção na recém nacionalizada Société nationale des constructions aéronautiques de l'ouest (SNCAO) em St. Nazaire. A produção começou apenas no final de 1938, e o primeiro exemplar voou apenas em 29 de janeiro de 1939. A produção era lenta, mais, devido a lenta entrega dos motores do que a produção das fuselagens. Em abril de 1939, as linhas de produção entregavam seis aeronaves por dia, e quando a guerra para a França, em 3 de setembro de 1939, a produção diária era de onze aeronaves, tendo já sido entregues e entrado ao serviço 535. A produção do MS.406 terminaria em março de 1940, após a entrega da 1000 unidades da encomenda do Armée de l'Air, e mais 77 para os utilizadores estrangeiros (30 para a Finlândia e 45 para a Turquia e dois para a Suiça). Encomendas adicionais para a Lituânia e Polônia foram cancelados com a eclosão da guerra.

MS.406 H C-1, uma das aeronaves exportadas para a Suiça
Enquanto decorria a produção do MS.406 o projeto continuou a ser trabalhado para incluir um conjunto de atualizações, o resultado seriam cinco aeronaves de pré produção MS.410, que incluíam asas mais fortes, um radiador fixo mais simples substituindo o do projeto anterior retrátil, quatro metralhadoras MAC 1934 com cinta de alimentação, em vez das duas alimentadas por tambor anteriores e ejetores de escape para o impulso adicional que permitia aumentar a velocidade maxima até aos 509 km/h. O MS.410 tinha acabado de entrar em produção quando a França caiu, e embora tenha continuado sob supervisão alemã apenas cinco foram efetivamente concluídos, alguns MS.406 anteriores seriam convertidos para o padrão 410, mas a maior parte apenas recebeu novas asas.

Foi construído um exemplar (MS.411) com um motor de 920 cv Hispano-Suiza 12Y-45 e foi iniciada a construção de outro (MS.412), que não seria concluído até final da Guerra, para utilizar um motor Hispano-Suiza 12Y-51 de 1000cv.

Seria ainda em 1936 construído um protótipo MS.450, modificando uma aeronave MS.410 para receber um motor Hispano-Suiza 12Z cujo objetivo era melhorar a performance em altitude, porém o motor nunca entraria em produção, e o novo Dewoitine D.520 era já a aeronave de eleição do Armée de l'Air.

MS.406C1/D-3801 de construção Suiça
Entretanto a Suiça adquirira uma licença para produção local do MS.406, a partir da duas aeronaves fornecidas em setembro de 1938 e em abril de 1939, usadas como padrão para o designado D-3800. O D-3800 mantinha a asa do MS.405, mas era equipado com o mais recente motor Hispano-Suiza 12Y-31, fabricado localmente pela Adolph Saurer AG, que movia uma nova hélice Escher Wyss-EW-V3 totalmente ajustável, os instrumentos foram substituídos por versões suíças e as metralhadoras MAC 1934 foram substituídas por armas alimentadas por cinto projetadas e construídas localmente, de modo eliminar as protuberâncias da asa da versão francesa, e evitando os problemas de congelamento. A pré-produção começou com um lote de oito aeronaves primeira das quais concluída em novembro de 1939. Os modelos de pré-produção foram seguidos de uma encomenda de mais 74 exemplares, entregues até 29 de Agosto de 1940, e mais dois em 1942 montados a partir de peças de reposição excedentárias.

Em 1944, as aeronaves foram modificadas com um novo sistema de arrefecimento de radiador fixo (semelhante ao MS.410) e instalações hidráulicas, e foram equipados com ejetores de escape. Estas modificações correspondiam à adaptação, com exceção do motor, ao padrão da versão D-3801, entretanto desenvolvida. A versão D-3801, da qual foram produzidas 224 aeronaves entre 1941 e 1948 fazia uso de uma versão local do motor Hispano-Suiza HS 12Y-51 construído sob licença pela Dornier Werke Altenrhein AG, que desenvolvia 1074 cv, possibilitando que a aeronave atingisse a velocidade de 534 km/h (equivalente a do Dewoitine D.520 ou do Hawker Hurricane).

MS.406C1/D-3802 de construção Suiça
A versão D-3802 baseada no MS.450, teve o protótipo a voar pela primeira vez no Outono de 1944, com um motor Saurer YS-2 de 1250 cv. O motor revelaria várias deficiências, que limitariam a produção do D.3802 a apenas 12 unidades apesar de a aeronave conseguir atingir a velocidade de 630 km/h. O último desenvolvimento suíço deste avião foi o D-3803, com um motor Saurer YS-3 de1.500 cv e fuselagem dorsal modificada para melhorar a visibilidade do piloto. O D.3803 estava armado com três canhões HS-404 de 20 mm (um no nariz, dois nas asas), além possuir suportes sob as asa capases de alojar até 200 kg de bombas ou foguetes. Apesar de não ter um motor potente quando comparadop com outras aeronaves contemporâneas era capaz de atingir os 680 kmh a 7.000 m de altitude.

Apesar do bom desempenho o projeto apresentava vários problemas que conduziram ao seu abandono logo que no pós guerra os North American P-51 Mustang foram disponiobilizados aos suiços.

No final da guerra, as aeronaves existentes na foram usados ​​para formação até serem desativados em 1954.

MS.406 da Força Aérea Finlandesa, 1942
Entre 4 e 29 de Fevereiro de 1940 a França enviou 30 Morane-Saulnier MS.406 para a Finlândia e em 1943 os finlandeses adquiriram a Alemanha um adicional de 46 MS.406 e 11 MS.410 de que tinham tomado posse depois da ocupação de França.

Por esta altura os caças já tinham dado provas de estarem obsoletos porem os finlandeses estavam tão desesperados a braços com a invasão Soviética e com a falta de aeronaves úteis que decidiram iniciar um programa de modificação dos seus Morane-Saulnier elevando-os a um novo padrão. O projetista de aviões Aarne Lakomaa tornaria o obsoleto MS.406 num caça de primeira linha que seria designado por Mörkö-Morane (também por vezes referido como o "La-Morane"). A fuselagem foi reforçada e a carenagem do motor foi modificada para ser mais aerodinâmica e para permitir alojar um motor Klimov M-105P com 1050 cv (uma versão soviética licenciada do HS 12Y), capturados pelos Finlandeses, cuja potência adicional (250 cv) permitiria um aumento significativo do desempenho. Outras mudanças incluíam uma hélice Vish-61P totalmente ajustável, um novo sistema de refrigeração a óleo retirado do Bf-109, a substituição do canhão francês do eixo da hélice por um alemão MG 151/20 de 20mm (devida ao reduzido numero de unidades disponíveis deste canhão várias aeronaves receberiam em sua substituição a metralhadora soviética de 12,7 mm Berezin UBS capturada ao exercito vermelho) e a instalação de 4 metralhadoras nas asas alimentadas por cinta a semelhança do MS.410.
Mörkö-Morane da Força Aérea  Finlandesa, 1944

O primeiro caça modificado, MS-631, faria o primeiro voo em 25 de janeiro de 1943, com resultados surpreendentes: a aeronave era 64 km/h mais rápido do que a versão original, atingindo os 525Km/h, e o teto de serviço aumentou de 10,000 para 12,000 metros. Originalmente, tinha sido planeado converter todos os 41 restantes MS.406 e MS.410, mas até o fim da Guerra de Continuação em 1944, apenas três exemplares tinham sido convertidos (incluindo o protótipo original). Porém o processo de conversão continuou a tempo dos Mörkö-Moranes participaram da Guerra da Lapónia contra a Alemanha (1944-45) como aeronaves de reconhecimento e de ataque ao solo. Após o fim da guerra, o programa de conversão terminou tendo até essa altura sido convertidas um total de 41 aeronaves que se mantiveram ao serviço para instrução avançada de pilotos no TLeLv 14 até setembro 1948. Em 1952, todos os Morane-Saulnier tinham sido abatidos ao serviço.

O MS.406 equipava 16 “Groupes de Chasse” (GC) e três “Escadrilles” em França e no exterior quando a França entrou em guerra com a Alemanha. A aeronave era muito manobrável e era capaz de suportar pesados danos em combate, porém não era adversário a altura do Bf-109 e as perdas foram pesadas (150 aviões perdidos em combate e 250-300 perdido por outras causas).

MS.406 do contingente Polaco no Armée de l'Air, 1940
Após o armistício, apenas uma unidade de Vichy, GC 1/7, seria equipado com o MS.406, alguns dos quais seriam usados na Síria contra a RAF. Antes do inicio da guerra do Pacifico as autoridades de Vichy na Indochina francesa utilizaram varias unidades de MS.406 aí estacionados na disputa fronteiriça com Tailândia, entre 1940 e 1941 tendo abatido alguns caças tailandeses antes da Força Aérea Francesa abandonar o teatro. Alguns exemplares do MS.406 seriam capturados pela Força Aérea da Tailândia.

Após a capitulação francesa a Alemanha tomaria posse de um numero significativo de MS.406 e MS.410, alguns dos quais seriam usados pela Luftwaffe para instrução de pilotos, e os restantes vendidos à Finlândia, à Itália, e cerca de 48 à Croácia, em 1943. Os Morane-Saulnier Suiços e Turcos também foram usados em combate, os suíços nomeadamente derrubaram uma série de aeronaves tanto alemães quanto Aliadas, que eram apanhadas a violar o seu espaço aéreo.

O MS.406 teve uma carreira paralela na Finlândia. Em fevereiro de 1940, os primeiros 30 caças franceses integraram o LeLv 28, e foram usados ​​em combate durante a Guerra de Inverno, contra a URSS realizando 259 missões de combate nas quais foram abatidos 16 aviões soviéticos. A versãp modificada do MS.406, o Mörkö-Morane teria pouco envolvimento na posterior Guerra de Continuação mas seria utilizado na Guerra da Lapónia contra a Alemanha (1944-45) como aeronaves de reconhecimento e de ataque ao solo.

EM PORTUGAL
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DESENHOS
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PERFIL
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FONTES
VER TAMBÉM
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