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Grumman A-6 Intruder

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O Grumman A-6 Intruder, originalmente designado A-2F-1, voou pela primeira vez a 19 de Abril de 1960, tendo sido concebido como avião de ataque embarcado, para operar, nas mais severas condições atmosféricas, de dia ou de noite. Avião subsónico, propulsionado por dois motores a jacto, tripulado por dois ocupantes sentados lado a lado, e capaz de operar a partir de porta-aviões da Marinha Norte Americana (US Navy), ou de bases em terra, foi construído com uma excecional capacidade de resistência a ambientes adversos e de combate e concebido para poder transportar e disparar uma elevada variedade de diferentes armas de ataque à disposição da US Navy.
Os últimos Intruder foram retirados do serviço ativo a 28 de Fevereiro de 1997 após mais de três décadas de serviço na primeira linha, mas as aeronaves da variante EA-6 Prowler de guerra electrónica ainda é mantida no ativo até concluída a sua substituição pelo EA-18G Growler, iniciada em 2009.
A produção total de A-6 nas suas varias versões ascendeu a 913 aeronaves.

T-27 (EMB-312) Tucano e A-29 (EMB-314) Super Tucano

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O EMB-312 Tucano, de conceção brasileira, é um dos aviões de instrução básica e de combate de maior sucesso no período recente, reconhecido pela Força Aérea Brasileira (FAB), e por um grande número de forças aéreas que adquiriram a aeronave. Em 1988 a Embraer e a FAB começaram a trabalhar num projeto de um derivado do Tucano para instrução, patrulha e combate contra-insurgência, do qual resultaria o EMB-314 Super Tucano (designado por A-29 pela FAB).
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Ano
1993
Pais de Origem
Brasil
Função
Instrução, patrulha e ataque ligeiro
Variante
EMB-314 Super Tucano
Tripulação
2
Motor
1 x motor Pratt & Whitney Canadá PT-6 A 68C com 1600cv
Peso (Kg)
Vazio
3200
Máximo
5400

Dimensões (m)
Comprimento
11,30
Envergadura
11,14
Altura
3,97

Performance (Km)
Velocidade Máxima
590
Teto Máximo
10665
Raio de ação
550 (com combustivel interno)
Armamento
2 x metralhadoras FN M-3P de 12,7 mm, com 200 munições cada;
Até 1550 kg de cargas externas repartida por 5 suportes (4 nas asas e um sob a fuselagem) combinando:
- 2 x misseis ar-ar AIM-9 Sidewinder ou MAA-1 Piranha;
- bombas MK-81 de 119 kg, Mk-82 de 227 kg;
- bombas guiadas a laser GBU-12 Paveway de 227 kg;
- 4 x casulos com 19 foguetes SBAT-70 de 70 mm Skyfire;
- 1 x casulo de canhão GIAT M20A1 de 20 mm sob a fuselagem


Países operadores
Brasil,  Gana,  Angola,  Burkina Faso,  Mauritânia,  Senegal,  Mali,  Colômbia, Chile,  República Dominicana,  Equador,  Indonésia,  Honduras,  Afeganistão,  Líbano,  Estados Unidos
Fontes
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GALERIA
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EMB-312, (T-27) FA Argentina
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EMB-312, (AT-27) FA Peruana
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EMB-312S (Short S-312 Tucano), RAF
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EMB-312F Armée de l'Air
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EMB-314, (A-29B), FA Brasileira
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EMB-314 (A-29B), FA Afgã
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HISTÓRIA
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Em finais de 1978 a FAB patrocinou junto da Embraer (na altura uma empresa estatal) o desenvolvimento de uma aeronave de baixo custo, para instrução de pilotos, com capacidade de ataque ligeiro em missões de contra-insurgência, em zonas sem sistemas de defesa aérea, com custos de operação relativamente baixos. O desenvolvimento da aeronave designada por EMB-312 iniciou-se em 1979, depois de em dezembro de 1978 a Embraer ter recebido um contrato para a produção de dois protótipos, cujas especificações e incluíam o uso de um motor turboélice Pratt & Whitney Canada PT6-25C, cockpit para um ou dois tripulantes em tandem com a posição traseira elevada, equipado com assentos ejetáveis. 

YT-27 (EMB-312) Protótipo
Ao primeiro protótipo de ensaios em terra, seguiu-se um segundo que realizaria o primeiro voo em agosto de 1982. Porém este protótipo seria perdido num acidente quando a aeronave excedeu a velocidade de mergulho para a qual fora concebida, resultando na desintegração completa da estrutura do avião durante o mergulho. Tanto o piloto como o copiloto foram capazes de se ejetar com segurança. 

Um terceiro protótipo YT-27 modificado a partir dos dois protótipos anteriores, voou a 16 de agosto de 1982 e no mês seguinte fez a sua estreia internacional no Farnborough Airshow , cruzando a Atlântico, poucos dias após seu primeiro vôo. 

O tipo foi designado pela Força Aérea Brasileira como o T-27 Tucano para instrução e AT-27 para ataque ao solo em missões Contra-insurgência (COIN). 

O Tucano é uma aeronave construída para um regime de aerodinâmica normal, de asa baixa e recta, com forma trapezoidal, com uma estrutura de duas longarinas em liga de alumínio e ailerons controlados eletricamente. 

Primeiro EMB-312 Tucano de pré-produção
A fuselagem, semi-monocoque é construída em liga de alumínio, dispõe o compartimento do motor a frente, logo atrás uma cabine para dois tripulantes em tandem, ambos com assentos ejectaveis Martin Baker Mk8L, com o lugar da retaguarda numa posição mais elevada, cobertos por uma carlinga de bolha sem moldura com abertura para a direita, termina numa empenagem convencional. 

O trem de aterragem triciclo, com uma roda no nariz, dispõe de um sistema de desbloqueio de emergência em caso de falha do sistema primário. 

No compartimento do motor encontra-se um turboélice Pratt & Whitney Canada PT6A-25C que movimenta uma uma hélice de três pás de passo variável automaticamente reversível Hartzell HC-B3TN-3C. 

Nas asas estão alojados os tanques de combustível com capacidade de 694 litros e o sistema de combustível permite realizar voo invertido durante 30 segundos. 

A versão de ataque AT-27, dispõe de quatro suportes com capacidade para 250Kg cada, nos quais podem ser instalados pods com uma metralhadora de 7,62 mm e 500 munições, bombas de queda livre ou foguetes Aviabras SBAT-37 ou SBAT-70. 

Entre as principais características da aeronave incluem-se um sistema de controlo de torque automático e o monocomando acelerador que combina tanto a potência do motor como o passo da hélice, garantindo aceleração e desaceleração suave e rápida. 

EMB-312, FA  Iraniana
Muitas características do EMB-312 tornaram-se padrão em projetos de aeronaves de instrução básica posteriores sendo o primeiro avião de instrução militar turboélice desenvolvido depois do início da era do jato. 

Até o final de 1996, o volume total de encomendas de aviões EMB-312 Tucano totalizaram já 623 unidades, mais de 600 dos quais já entregues aos clientes, e estavam em curso encomendas para mais 126 aeronaves. Entre os países compradores e para além do Brasil (o maior cliente), encontravam-se as Forças aéreas de Angola, Argentina, Colômbia, Egipto, França, Honduras, Irão Iraque, Mauritânia, Paraguai, Peru e Venezuela. 

A versão de base EMB-312A foi a mais produzida, mas foram produzidas outras, para obedecer as necessidades de potenciais clientes. 

Para a Força aérea francesa o EMB-312F equipado com aviónicos Thomson-CSF. 

O EMB-312S (Short S-312 Tucano), também conhecido por Short Tucano, foi a versão construída sob licença pela Short Brothers em Belfast para a RAF, equipado com um motor Garrett TPE331-12B e com uma hélice de passo variável de quatro pás. 

Protótipo EMB-312H, e seu armamento
Em 1986, o EMB-312H, foi um protótipo construído pela Embraer e Northrop para concorrer a uma especificação dos EUA que pretendiam adquirir 711 aeronaves de instrução avançada no âmbito do programa JPATS (Joint Primary Aircraft Training System). Deste protótipo derivaria o EMB-314 Super Tucano, (A-29 na designação da FAB) desenvolvido para responder aos requisitos, da especificação ALX (Aeronave Leve de Ataque), do governo brasileiro que pretendia uma aeronave ligeira para patrulha de fronteiras e interceção de aeronaves ilícitas na região Amazónica (atuando conjuntamente com aeronaves E-99 e R-99) e que cumulativamente pudesse ser usada na instrução avançada de pilotos da FAB.

A aeronave foi concebido para atender aos requisitos operacionais da Força Aérea Brasileira (FAB), para uma aeronave de ataque tático, para operar na vigilância e defesa da Amazônia brasileira no âmbito dos projetos SIPAM e SIVAM, e na instrução de pilotos de caça. 

A evolução extraordinária dos sistemas electrónicos de bordo, dos sensores e dos armamentos influenciou fortemente a aviação militar, e racionalizou a utilização de uma grande variedade de plataformas de aeronaves de caça, patrulha e reconhecimento.Por outro lado o final da guerra fria trouxe novas ameaças, que anteriormente estavam latentes e que nem sempre podiam ser resolvidas de maneira satisfatória com a utilização de aeronaves de alto desempenho. Isso era particularmente verdadeiro no tocante aos territórios com fronteiras extensas e desprotegidas. 

Todas estas questões foram tidas em consideração no desenvolvimento do EMB-314 Super Tucano como um avião militar turboélice polivalente a partir das características do seu antecessor, o Embraer EMB-312 Tucano.

A aeronave foi equipada com um motor turboélice Pratt & Whitney PT6A-68C (mais potente que o PT6A-67 do EMB-312H) , incorporando tecnologia de ultima geração como os sistemas FADEC (Full Authority Digital Engine Control) e EICAS (Engine Indication and Crew Alerting System), para movimentar uma uma hélice Hartzell de velocidade constante com cinco lâminas,. A fuselagem foi alongada em cerca de 1,31 metros em relação ao EMB-312 e recebeu um travão aerodinâmico ventral. 

A plataforma do EMB-314 Super Tucano, foi projetada, nas versões monoposto e bi-posto, com tecnologia de última geração que proporcionam à aeronave uma vida útil em potencial de 18.000 horas em missões típicas de instrução, ou 12.000 horas em ambientes operacionais de combate, dependendo das cargas de missão e da utilização. 

A tripulação é protegida pela blindagem reforçada da cabina (capaz de resistir a projeteis de 12.7 mm), onde os tripulantes se sentam numa configuração tandem em assentos ejetáveis Martin-Baker MK-10lCX que incorporam um dispositivo de ejeção sequencial de três modos.

O Super Tucano apresenta uma Interface Homem-Máquina de última geração, que se destina a minimizar a carga de trabalho do piloto, mediante a otimização de todas as tarefas (busca, interceptação, vigilância, apoio, etc). 

Cockpit do A-29 Super Tucano
Possui um sistema de aviónicos baseado numa arquitetura de barramento MIL-STD-1533, e que incorpora, entre outros, os seguintes sistemas:

- Conceito HOTAS ( Hands on Throttle and Stick);
- INS Laser com Sistema de Navegação GPS;
- Modos de Ataque computorizados (CCIP, CCRP, CCIL, etc.)
- HUD (Head Up Display) com UFCP (Up Front Control Panel);
- CMFD) (Color Multi-Function Displays), dois por posto de pilotagem;
- V/UHF tático com provisões para data-link;
- Rádio, comunicação e navegação integradas;
- Câmara/Gravador de Vídeo
- Sistema de iluminação interna e externa compatível com NVG Gen III, (Óculos de visão noturna de terceira geração);
- Piloto automático com capacidade de planeamento de missão incorporada;
- FLIR (Forward-Looking Infrared) Visão frontal por infravermelhos;
- Cabine com instrumentação totalmente eletrónica.

EMB-314 Super Tucano de demonstração
Inteiramente integrados na aeronave, o sistema de missão do A-29 estão integra dois monitores de processamento MDP (Mission & Display Processors), que recebem e processam informações dos sensores, variáveis de navegação e ataque. O sistema FLIR (Forward Looking Infrared) AN/AAQ-22 Safire, da FLIR Systems, de visão por infra-vermelhos, fornece imagens térmicas em dois modos de apresentação que podem ser selecionados pelos tripulantes, está inteiramente integrado aos óculos de visão noturna NVG ANVIS-9 da ITT garantindo uma total capacidade de operações noturnas ou com baixa visibilidade com segurança.

O Super Tucano está equipado com um sistema de transmissão e recepção de dados via datalink fornecido pelo rádio Rohde & Schwartz M3AR (Série 6000) com proteção eletrônica das comunicações. Através desse sistema de datalink o Super Tucano recebe dados do radar do R-99A/E-99/EMB 145 AWACS (Sistema Aéreo de Alerta e Controle) permitindo obter uma completa imagem do teatro de operações, e simultaneamente enviar em tempo real as imagens que forem captadas pelo seu sistema FLIR  , para o posto de comando de missão. O FLIR é usado para navegação através de uma visão por infravermelhos de alta resolução que funciona de dia ou noite podendo, ainda, designar um alvo para ataque. 

A-29 da FAB, armado dois misseis MAA-1 Piranha
Para auto preservação, a aeronave dispõe de um sistema de alerta de aproximação de misseis MAWS (Missile Approach Warning System), um recetor de alerta de radar RWR (Radar Warning Receiver), para além de dispensadores de chaff e flares. 

O sistema de armamentos que incorpora tecnologia de última geração é inteiramente integrado com o sistema de aviónicos sendo constituído pelas armas e um conjunto avançado de sensores. O armamento de base consiste em duas metralhadoras 12,7 mm nas asas (cada uma com 200 tiros), e quatro suportes sub alares e um ventral, com capacidade total para 1.500 kg de uma extensa gama de armamentos (convencionais e inteligentes), para acompanhar as contínuas mudanças que ocorrem nos potenciais ambientes de operação da aeronave. 

A vasta gama de armamento que pode ser utilizada no Super Tucano inclui, pods (casulos) para canhões de 20 mm, metralhadoras de 12,7 mm, misseis ar-ar de curto alcance do tipo AIM-9 Sidewinder, bombas convencionais Mk 81 ou Mk 82, e pods de foguetes SBAT-70/19 ou LAU-68. 

A-29 (EMB-314) Super Tucano, FA Indonesia
No Brasil, atualmente o Super Tucano opera no mais recente e mais sofisticado sistema de vigilância em funcionamento no mundo o Serviço de Vigilância da Amazônia ou SIVAM, onde a aeronave cumpre missões de vigilância de fronteira, perseguindo e interceptando alvos aéreos, sendo capaz de receber e transmitir dados por meio do seu sistema de data-link de última geração. 

Tal como o seu antecessor, o Super Tucano foi adquirido por forças aéreas de vários paises para além do Brasil, que opera 99 aeronaves. Entre esses países incluem-se o Gana (5 aeronaves), Angola (6 aeronaves), Burkina Faso (3 aeronaves), Mauritânia (3 aeronaves), Senegal (3 aeronaves), Mali (6 aeronaves), Colômbia (25 aeronaves), Chile (12 aeronaves), República Dominicana (8 aeronaves), Equador (18 aeronaves), Indonésia (16 aeronaves), Honduras (2 aeronaves), Afeganistão (20 aeronaves), e Líbano (6 aeronaves).

Os EUA, os Emirados Árabes Unidos, o Peru, El Salvador e o Paraguai, constam da lista de interessados em adquirir aeronaves, enquanto que uma venda de 24 aeronaves à Venezuela foi recusada devido a oposição dos EUA, (o governo dos EUA tem o poder de veto nas vendas de qualquer equipamento militar que conte com tecnologia norte-americana e o Super Tucano conta com sistema inercial de voo, computador de bordo, motor e hélice, além de outros sistemas de origem norte-americana).


EM PORTUGAL
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DESENHOS
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PERFIL
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FONTES
VER TAMBÉM
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Douglas A-1 Skyraider

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O Douglas A-1 Skyraider (inicialmente AD) foi uma aeronave de ataque americana monolugar que esteve ao serviço entre o final dos anos 1940 e início dos anos 1980, uma carreira longa e bem sucedida, que o tornou um anacronismo de motor de pistão e hélice na idade dos jato. Foi operado pela nos EUA pela United States Navy, United States Marine Corps, e United States Air Force, no Reino Unido pela Royal Navy, na França pelo Armée de l'air e na Republica do Vietname pela respetiva força aérea. Nos EUA, o Skyraider só seria retirado do serviço activo no inicio da década de 1970, substituído pelo jato subsónico LTV A-7 Corsair II.
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Ano
1945
Pais de Origem
EUA
Função
Ataque e apoio próximo
Variante
A-1H
Tripulação
1
Motor
1×Motor radial Wright R-3350-26WA de 2700cv
Peso (Kg)
Vazio
5429
Máximo
11340

Dimensões (m)
Comprimento
11.84
Envergadura
15.25
Altura
4.78

Performance (Km)
Velocidade Máxima
518
Teto Máximo
8685
Raio de ação
2115
Armamento
4x canhões M2 de 20mm
até 3,600 kg de carga bélica em 15 suportes externos, com combinações de bombas, torpedos, dispensadores de minas, foguetes não guiados, pods de armas e tankes de combustivel adicionais

Países operadores
Cambodja, Republica Centro Africana, Chade, França, Gabão, Vietname do Sul, Tailândia, Suécia, Reino Unido, EUA, Vietname
Fontes
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GALERIA
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 A-1D (AD-4NA)
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A-1J (AD-7) , Vietname, 1966
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EA-1E (AD-5W)
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EA-1F (AD-5Q), 1966
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AD-6, no USS Kitty Hawk , 1961
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AD-4, no USSPrinceton
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HISTÓRIA
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O Skyraider foi projetado durante a segunda guerra mundial para atender um concurso da Marinha dos Estados Unidos para um bombardeiro de mergulho e torpedeiro baseada em porta-aviões, monolugar e de longo alcance, para suceder aos Curtiss SB2C Helldiver e Grumman TBF Avenger.

Ed Heinemann da Douglas Aircraft Company foi encarregado da conceção da aeronave e os protótipos foram encomendados pela US Navy em 6 de julho de 1944, recebendo a designação de XBT2D-1. 

O primeiro protótipo XBT2D-1 fez seu primeiro voo em 18 de março de 1945 que foi seguido de outros 40 nas cinco semanas seguintes. A aeronave foi de seguida enviada para avaliação da US Navy dando inicio em abril, aos testes que se prolongariam até dezembro de 1946, e que incluíram manobras em porta-aviões. Em maio de 1945 a US Navy manifestou a Douglas a intenção de adquirir 548 aeronaves, mas com o final da guerra essa quantidade seria sucessivamente reduzida para 377 e posteriormente para 277. 

XBT2D-1
Até final de 1945 foram construídos 25 prototipos para testes, que incluíam melhorias sucessivas, nomeadamente os reforços estruturais considerados necessários à operação a partir de porta-aviões. Os quatro primeiros estavam equipados com motores "temporários" Wright R-3350-8 Duplex-Cyclone e os seguintes com a primeira produção motores Wright R3350-24W Duplex-Cyclone. O armamento consistia em dois canhões de 20 mm e capacidade para diversos tipos de armamento, incluindo bombas, torpedos,e foguetes HVAR de 127mm em três suportes principais (um sob a fuselagem e dois nas parte interior das asas), e seis pequenos suportes na parte exterior de cada asa com capacidade para 50 Kg de armamento cada. A velocidade máxima da aeronave era de 574 km/h, num raio de combate de 2.500 km. 

Num esforço para ultrapassar o seu principal concorrente, Martin Mauler, e para demonstrar a versatilidade da aeronave a Douglas construiu seis aeronaves experimentais: uma versão de reconhecimento XBT2D-1P, e outra equipada para guerra eletrônica XBT2D-1T. A terceira seria uma aeronave de controlo e aviso aéreo antecipado (AEW&C - airborne early warning and control ) XBT2D-1W. As duas seguintes aeronaves foram equipadas e atualizadas com radar para serem utilizadas como bombardeiros e aeronaves de ataque noturno, XBT2D-1N, e a ultima foi preparada para ser um avião de ataque por excelência, uma nova série, XBT2D-2. 

O primeiro Skyraider de série voou em 5 de novembro de 1946, e as unidades seguintes da série AD-1 começaram a equipar os esquadrões de combate VA-3B e VA-4B dos porta-aviões USS Sicily e USS Franklin D. Roosevelt a partir de em abril de 1947. A produção da série AD-1 continuou até meados de 1948 sendo concluídas um total de 242 aeronaves. 

AD-1Q
As últimas 35 aeronaves AD-1Q foram construídas numa versão bi-lugar como aeronaves de guerra eletrônica com o operador com acesso ao seu posto através de uma porta no lado esquerdo da fuselagem. O principal equipamento estava instalado dentro da fuselagem e consistia num receptor busca AN/APR-1, o analisador de pulso AN/APA-1II, e um indicador panorâmico AN/APA-38, sob a asa de estibordo dispunha de um pod com radar AN/APS-4, e um lançador de chaff MX-346A.

A partir de 1948, a a Douglas iniciou a produção da versão AD-2 que pretendia solucionar alguns problemas da versão anterior, que diferia da primeira por possuir um motor Wright R3350-26B Duplex-Cyclone de 2700cv com tubos de escape modificados e sistema de ignição de baixa tensão, e um menor consumo de combustível. Além disso, a aeronave tinham uma maior capacidade interna de combustível, e uma cabina do piloto redesenhada (construídas 156 aeronaves como AD-2 e 22 como AD-2Q ). 

Até ao final da produção o Skyraider passaria por sete versões, se incluirmos as duas primeiras AD-1, e AD-2. A versão AD-3 tinha uma fuselagem estruturalmente mais forte, um melhor do trem de aterragem, e uma nova canópia (construídas 125 aeronaves como AD-3, 23 AD-3Q, 15 AD-3N, e 31 AD-3W).

Seguiu-se a AD-4 que seria a mais produzida e que dispunha de um motor mais potente Wright R3350-26WA Duplex-Cyclone, alterado posteriormente para AD-4B com quatro canhões M3 de 20mm, em vez dos dois das versões anteriores e tinha capacidade para transportar uma bomba nuclear Mark 7 de 770kg ou Mark 8 de numa baia reforçada na fuselagem. (construídas 372 aeronaves AD-4, 165 AD-4B, 307 AD-4N, 39 AD-4Q e 168 AD-4W).

AD-5, 1950
Na versão AD-5, que pretendia combinar as funções de deteção e destruição de submarinos, a fuselagem foi significativamente ampliada, permitindo que os quatro tripulantes se sentassem dois a dois, lado a lado. O armamento standard foi aumentado de dois para quatro canhões M3 de 20mm nas asas (construídas 212 aeronaves AD-5, 239 AD-5N, e 218 AD-5W).

A versão AD-6 era uma versão melhorado do monolugar AD-4B, com motor Wright R3350-26WD Duplex-Cyclone de 2700cv, e equipado com equipamento para bombardeio de precisão a baixas altitudes, destinado ao apoio aéreo de proximidade (construídas 713 aeronaves).

A versão final, AD-7, correspondia a versão anterior com um novo motor Wright R3350-26WA Duplex-Cyclone (construídas 72 aeronaves).

Aeronaves de cada uma das sete versões do Skyraider recebiam modificações especificas para adaptação a determinadas funções, entre elas, o ataque noturno (AD-3N, AD-4N e AD-5N), controlo e aviso aéreo antecipado (AD-3W, AD-4W, AD-5W ), e guerra eletrónica (AD-1Q, AD-2Q, e AD-3Q,).

A produção total do Skyraider incluindo os protótipos ascendeu a 3180 unidades tendo a produção terminado em 1957.

A-1H, USAF,Vietname, 1969
Em 1962 os Skyraider em actividade foram redenominados pela USAF. Os AD-4N para A-1D, os AD-5 para A-1E, os AD-5W para EA-1E, os AD-5Q para EA-1F, os AD-5N para A-1G, os AD-6 para A-1H e os AD-7 para A-1J.

Embora o Skyraider tenha sido produzido tarde de mais para tomar parte na segunda guerra mundial, tornou-se a espinha dorsal da aviação dos porta-aviões da Marinha (U.S. Navy) e do Corpo de Fuzileiros Navais (U.S. Marine Corps) dos Estados dos Estados Unidos na guerra da Coréia (1950-1953), entrando em atividade operacional a partir de Valley Forge em 3 de julho de 1950. A capacidade e versatilidade da sua carga bélica e a sua autonomia de voo, que podia chegar a 10 horas, superavam largamente as dos jatos disponíveis na época. 

Em 2 de maio de 1951, os Skyraider realizaram o único ataque com torpedos de toda a guerra contra a Barragem de Hwacheon, então controlada pela Coreia do Norte, que seria também a primeira vez que torpedos sriam usados para atacar alvos terrestres. 

Um total de 128 Skyraider foram perdidos durante a guerra da Coréia, 101 em combate e 27 por outras causas, a maioria destas devido ao enorme poder do motor cujo torque era tão grande que, se não fosse corretamente compensado durante a manobra de aterragem, fazia a aeronave girar sobre a hélice e bater no solo ou convés do porta aviões. 

A-1E  do 1º SOS com um BLU-72B, Vietname, 1968.
O Skyraider continuou a ser um importante ativo a US Navy após a guerra da Coreia, apesar de começar lentamente a ser substituído a partir de 1956 pelo A-4D Skyhawk, permaneceria ao serviço por quase mais duas décadas.

Os Skyraider da US Navy estavam entre as primeiras aeronaves a realizar ataques ao Vietname do Norte com a escalada do conflito, em 1964.

Durante os quatro anos seguintes o Skyrayder iria provar a sua eficácia em missões de suporte ao bloqueio das incursões em Vietname do Norte, valendo-se da sua elevada capacidade de carga bélica, precisão dos ataques e capacidade para permanecer sobre o alvo durante mais tempo que qualquer outra aeronave. 

O Skyraider era particularmente adequado para missões de escolta de helicópteros. A sua baixa velocidade de cruzeiro permitia-lhe acompanhar o voo dos helicópteros de tropas e fornecer o poder de fogo contra ameaças nas zona de aterragem protegendo também os helicópteros de resgate aéreo na recuperação de tripulações e feridos em combate. Para tais missões o Skyraider era equipado com bombas de fragmentação, dispensadores de minas, pods de foguetes não guiados (por vezes com ogivas de fumo para marcar o terreno) e pods SUU-11 com uma metralhadora M134 de 7,62 mm, que complementavam os seus  canhões A/N-M2 de 20mm, poderosos, mas com uma baixa cadência de tiro.

Durante a guerra, os Skyraiders da US Navy chegaram mesmo a abater dois caças a jato Mikoyan-Gurevich MiG-17 da força aérea norte vietnamitas (NVAF), um em 20 de junho de 1965, e outro em 9 de outubro de 1966.

Durante a guerra e à medida que a US Navy ia substituindo os Skyrayder, a USAF adquiria essas aeronaves designando-as por A-1. Os Skyraider da USAF seriam largamente usados no Vietname em operações de apoio próximo as forças no solo, escolta de helicópteros e apoio a operações de resgate mantendo-se ao serviço até a retirada final das forças dos EUA em 1972.

 A-1E com as insígnias da VNAF
No decorrer da guerra, a Força Aérea Sul Vietnamita (VNAF) adquiriu 308 Skyraider que operam em seis esquadrões de A-1 até o final de 1965. O seu numero viria a reduzir-se no período de 1968 a 1972, quando os EUA começaram a fornecer aos Sul Vietnamitas aeronaves de apoio aéreo próximo mais modernas, tais como o Cessna A-37 e o Northrop F-5 (no início de 1968, apenas três dos seus esquadrões estavam voando A-1).

A partir de novembro de 1972 todos ao A-1 Skyraider ao serviço das forças americanas no sudeste asiático foram transferidos para a Força Aérea Sul Vietnamita passando as suas funções a ser desempenhadas pelos A-6 Intruder, Douglas A-4 Skyhawk ou LTV A-7 Corsair II.

A USAF perdeu 201 Skyraider no sudeste da Ásia e a US Navy perdeu 65, sendo cinco foram derrubados por mísseis terra-ar (SAM), e três foram abatidos em combate ar-ar, dois destes por MiG-17.

A Royal Navy adquiriu em 1952, 50 Skyraider para controlo e aviso aéreo antecipado AD-4W (AEW.1), através de um programa de assistência militar que operaram no 849º Esquadrão naval da Fleet Air Arm com destacamentos em quatro porta-aviões. Um deles, a bordo do HMS Bulwark tomaria parte na Crise do Suez em 1956. Os Skyraiders britânicos seriam substituídos em finais da década de 1960 por Fairey Gannet AEW.3 sendo os seus radares APS-20 instalados nos Avro Shackleton AEW.2 da RAF que permaneceriam ao serviço até 1991.
AD-4W, AEW, a aterrar no USS Leyte

Quatorze AEW.1 Skyraider britânicos foram vendidos à Suécia onde foram usados a partir da Base Aérea de Svensk Flygtjänst entre 1962 e 1976.

A força aérea francesa comprou 20 AD-4, 88 AD-4N e 5 AD-4NA (originalmente com três lugares modificados para monoposto com a remoção dos equipamentos de radar e dos postos dos operadores nas estações da fuselagem traseira), da US Navy entre 1956 e 1958, para substituir os envelhecidos Republic P-47 Thunderbolt na Argélia. As aeronaves seriam utilizadas até final da Guerra da Independencia da Argélia. Apesar da sua curta carreira na Argélia mantiveram-se activos no Armée de l'Air até final da década de 1970. Ao serviço do Armée de l'Air os Skyraider foram utilizados em várias intervenções militares Francesas em países de sua influência nomeadamente no Djibouti, Gabon, Chad, Cambodja e Republica Centro Africana, tendo as aeronaves sobreviventes passado para a posse desses países após o fim da intervenção Francesa.

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