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Caproni Campini C.C.2

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O Caproni Campini C.C.2 (às vezes incorretamente referido como N.1)  foi um dos  primeiros aviões de asas fixas com motor  termojato a voar, em  27 de agosto de 1940 
A aproveitando o secretismo com que o desenvolvimento dos projetos de aeronaves com motores a jato era realizado na Alemanha e no Reino Unido, o regime fascista de Mussolini fez uma grande propaganda em torno do feito, o que levou a Fédération Aéronautique Internationale a reconhecer, o feito na época, como o primeiro voo de uma avião a jato.
Porém o primeiro avião com verdadeiro motor a jato a voar fora o  Heinkel  He 178, que tinha realizado o voo inaugural exatamente um ano antes em 27 de agosto de 1939.

Blohm & Voss Bv 138

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O Blohm & Voss Bv 138 Seedrache (Dragão do mar), também conhecido por Der Fliegende Holzschuh (tamanco voador), devido a semelhança do seu casco com os tamancos de madeira característicos da Holanda (conhecido pelos aliados por Herring), foi um hidroavião de reconhecimento marítimo de longo alcance, construído para a Luftwaffe entre 1938 e 1943.
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Ano
1937
Pais de Origem
Alemanha
Função
Reconhecimento Naval
Variante
BV 138C-1
Tripulação
6
Motor
Peso (Kg)
Vazio
11770
Máximo
14500

Dimensões (m)
Comprimento
19,85
Envergadura
26.94
Altura
5,90

Performance (Km)
Velocidade Máxima
285
Teto Máximo
5000
Raio de ação
4300
Armamento
2 x canhões MG 151/20 de 20 mm
1 x metralhadora MG 131 de 13mm
6 x bombas de 50 kg, ou
4 x cargas de profundidade de 150Kg
Países operadores
Alemanha
Fontes
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GALERIA
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Bv 138C-1
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Bv 138C-1
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Encontro no Ártico com um U-boat
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Bv 138C-1
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Bv 138B-1
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Bv 138MS
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HISTÓRIA
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O Blohm & Voss Bv 138 Seedrache (Dragão do mar), também conhecido por Der Fliegende Holzschuh (tamanco voador), devido a semelhança do seu casco com os tamancos de madeira característicos da Holanda (conhecido pelos aliados por Herring), foi um hidroavião de reconhecimento marítimo de longo alcance, construído para a Luftwaffe  entre 1938 e 1943. 

Bv 138A-0 na Noruega
Depois de construídos três protótipos de desenvolvimento e seis aeronaves de pré-produção para testes operacionais (Variante A-1), que operaram na Noruega durante a invasão alemã em abril de 1940, no mês seguinte entrariam oficialmente em operação na Luftwaffe (Variante B-0). 

Em 04 de julho de 1933 havia sido fundada a empresa Hamburger Flugzeugbau GmbH - uma subsidiária da maior empresa de construção naval Alemã, a Blohm und Voss shifsverft de Hamburgo. A empresa, dedicada ao desenvolvimento e construção de aeronaves foi criada por se acreditar que em breve a aviação iria competir com o transporte naval de passageiros a longas distâncias. O projeto de onde surgiria o Bv 138 foi aí iniciado em 1933-34 sob a supervisão do designer chefe Richard Vogt, que na década anterior havia trabalhado na empresa japonesa Kawasaki. 

Ha-138V-1
Após elaborados os projetos preliminares foi iniciada a construção de dois protótipos (um terceiro seria também iniciado mas a sua construção seria suspensa logo após os primeiros testes sendo posteriormente demolido). 

O primeiro Ha 138V-1 (Posteriormente seria redesinado para Bv após a mudança de nome da Hamburger Flugzeugbau,GmbH para Blohm & Voss Flugzeugbau GmBH) foi concluído em março de 1935 mas os trabalhos de preparação avançavam lentamente devido à baixa prioridade do programa. 

No outono de 1936, foi comunicado o abandono do desenvolvimento motor Jumo 206 de 1000cv que estava previsto para o Há.138V-1 (desenhado como bimotor). À data não existiam motores com a potência suficiente para substituir o Jumo 206, e por isso o Ha 138V-1 teve que ser redesenhado para receber três motores Jumo 205 de apenas 860cv (em vez dos dois Jumo 206). O primeiro voo do Ha 138 V-1 aconteceria por isso, apenas em 15 de julho de 1937. 
Ha-138V-2

O segundo protótipo Ha 138V-2, uma vez também redesenhado para três motores Jumo 205 diferia fundamentalmente por dispor de uma asa reta em vez da asa em «Gaivota" do antecessor V-1. O Ha 138V-2 voou pela primeira vez apenas quatro semanas depois do primeiro protótipo em agosto de 1937, demonstrando problemas de instabilidade resolvidos com o aumento da cauda ainda antes do primeiro teste oficial em novembro de 1937. 

Os testes foram realizados no mar Báltico em Travemünde. De acordo com seus resultados na Primavera de 1938, concluiu-se que a aeronave tinha um fraco poder de ascensão e instabilidade em mar alto, elevada vibração na estrutura da cauda e que o equipamento de cabine não era adequado para voos de longo curso.
Ha-138V-2 durante os testes 

Para resolver estes problemas, os engenheiros tiveram de alterar radicalmente o layout da aeronave. Assim, o comprimento do casco foi aumentada de 12,2 para 15,5 metros, o desenho do corpo/casco foi modificado, os cones tubulares de cauda substituídos por estruturas de formato retangular e a empenagem foi modificada. 

Todas estas alterações seriam implementadas nas aeronaves de pré-produção. 

Em fevereiro de 1939, entraram em testes as cinco aeronaves do primeiro lote de pré-produção, Bv 138A-0 

Os resultados dos testes revelaram que a falta de resistência do casco em mar aberto se mantinha e que com a operação contínua as hélices e motores Jumo 205S-4 tornavam-se muito exigentes em manutenção. Na descolagem verificava-se a perda de potência do motor central, como resultado do bloqueio dos tubos de escape.

Porém a necessidade de um hidroavião era tão premente que antes de concluídos os testes foram encomendadas 25 aeronaves. Estas aeronaves Bv 138A-1 foram entregues a partir de Abril de 1940, e as primeiras duas, após um acelerado programa de testes, chegaram a tempo de serem utilizadas durante a campanha da Noruega. 

Bv 138B-1 na Noruega
Para resolver os problemas encontrados nas aeronaves de pré-produção, uma delas foi reconstruída em Finkenwerder, sendo designada por Bv 138B-0. Para além de outras modificações o Bv 138B-0 tinha o casco reforçado, o que aumentou o peso da aeronave de 13760 para 14500 Kg, e modificado de forma a poder receber a instalação de uma nova torre de canhão MG-151 de 20mm. 

Aa aeronaves de série que receberam código Bv 138B-1, dispunham de uma torre com um canhão MG-151 à proa e uma mesma arma instalado na parte traseira do casco, em vez de apenas uma metralhadora. Os motores eram três Jumo 205D com uma potência de decolagem de 880cv cada. Desta variante algumas aeronaves foram equipadas para transportar até seis bombas de 50Kg, ou até três (quatro, de acordo com algumas fontes) cargas de profundidades (Bv 138B-1/U1). O primeiro lote de 14 aeronaves de série Bv 138B-1 ficou concluído em dezembro de 1940, entrando em operação em março de 1941, em conjunto com o primeiro lote de sete hidroaviões da nova modificação Bv 138C-1 (o atraso foi devido ao fato de o Elba se encontrar congelado. 

Bv 138C-1
Na versão Bv 138C-1 a construção do casco foi novamente reforçada, o que juntamente com outras modificações aumentaram o peso da aeronave vazio para 11780 kg. Essas modificações incluíram entradas de ar adicionais no topo da nacela do motor central que passou a movimentar uma hélice de quatro lâminas em vez das anteriores três. Na seção da cauda para proteger o hemisfério superior, em vez da metralhadora MG-15 foi instalado uma MG-131. Possibilitou-se também a instalação de uma quarta arma, uma MG-15, que podia ser operada pelo operador de rádio através da janela caixa direita. O número máximo de tripulantes passou para 6 pessoas. Algumas aeronaves foram também equipadas com suportes para transporte de bombas ou cargas de profundidade (Bv 138C-1/U1).

Entre 1942 e 1943, uma pequena quantidade de aeronaves foram modificadas, para transportarem um anel magnético com um diâmetro aproximado de 14 metros, para dragagem de minas em águas rasas e junto ao litoral (Bv 138MS). 

Bv 138MS
Com as versões Bv 138B e Bv 138C, a aeronave atingiu a sua maturidade demonstrando elevada robustez fiabilidade e eficiência. Os sucessivos reforços da fuselagem proporcionaram uma elevada resistência e capacidade para suportar danos provocados por fogo inimigo. A aeronave dispunha também de uma alta navegabilidade, que proporcionava o seu uso em novas táticas, por exemplo, o Bv 138 poderia voar para o Atlântico, amarar e fica na água a aguardar a chegada de um comboio ou navio, tornando possível o seu uso em longas patrulhas sendo reabastecidos em alto mar por submarinos. Para isto contribuía também a sua grande autonomia de voo (18 horas na versão C-1), que possibilitava também a realização de longas patrulhas. 

Bv 138C-1 no Ártico a ser reabastecido por um U-boat 
Algumas medidas para facilitar a manutenção da aeronave, possibilitaram que mesmo reparações relativamente complicado pudessem ser realizadas pela tripulação em alto mar. 

O seu armamento defensivo com três postos de tiro com boas zonas de fogo permitia ao Bv 138 não apenas defender-se com sucesso, mas mesmo para atacar os hidroaviões inimigos. 

Um numero significativo de aeronaves foi equipada com um radar de busca FuG 200 Hohentwiel, e se necessário dispunha de espaço interior para transportar até 10 passageiros ou igual numero de tropas totalmente equipadas. 

A aparência do Bv 138 era única, com uma combinação de características de design incomuns, com uma célula, barco ou casco central de grandes dimensões, no topo da qual estava instalado a nacela do terceiro motor numa posição superior relativamente aos outros dois localizados nas asas. No prolongamento das nacelas dos dois motores das asas, estendiam-se duas vigas fuseladas de secção quase retangular, que suportavam as duas caudas geminadas da empenagem. O motor central dispunha de uma hélice de quatro pás enquanto que as dos outros dois tinham apenas três. As carenagens dos motores, Junkers Jumo 205D, assemelhavam-se as capotas de motores, utilizadas em aeronaves civis adaptadas com características únicas que possibilitavam a realização de operações de manutenção mesmo em alto mar. 
Pormenores da construção de um Bv 138

O casco do barco ou célula central era hidro-dinâmicamente otimizado e por isso apresentava um distinto "turn-down", ou "bico" na popa, como se a fuselagem tivesse sido dobrada. Localizadas na proa e na popa do barco localizavam-se duas torres de armas fechadas, cada qual com um canhão MG 151/20. Uma terceira arma, uma metralhadora pesada MG 131, localizava-se num posto totalmente aberto num anel Scarff, logo atrás do motor. 

As asas eram suportadas por uma longarina tubular em aço, montada transversalmente no topo da célula central, suportando centralmente na parte superior a nacela do motor central e nos topos as nacelas dos motores das asas, e os suportes das caudas gémeas. Com exceção da longarina das asas e algumas outras estruturas menores, toda aeronave era construída em duralumínio. 

Um total de 297 unidades foram construídas entre 1938 e 1943. 
Bv 138C-1 e um Ar 196 em Sevastopol

Os Bv 138 foram utilizados pela primeira vez durante a invasão da Noruega em abril de 1940. 

Em junho de 1940, as primeiras dez unidades de Bv 138A-1 foram colocados em operação no Golfo da Biscaia, e mais tarde no final de 1941, foram colocadas novas unidades a operar no comando "Ostsee" no mar Báltico. 

A partir da primavera de 1940, os Bv 138 começaram a operar a partir da Noruega em operações contra os comboios do Ártico em patrulhas de reconhecimento de longo alcance servindo também de apoio aos submarinos e sendo muitas vezes reabastecidos em pleno Ártico pelos U-boat.

Três Bv 138 atracados na Noruega
A partir de setembro de 1942, os Aliados começaram a proteger os comboios do Ártico com porta-aviões de escolta e a operação dos Bv 138, nesta área passou a ser limitada uma vez que a sua baixa velocidade os tornavam uma presa fácil para ao aviões aliados. Foi neste teatro que a robustez do BV138 foi muitas vezes posta a prova. Um exemplo disso mesmo foi um Bv 138, que em patrulha sobre o comboio PQ-18, conseguiu resistir a uma batalha de 90 minutos com os "Sea Hurricane" do porta-aviões "Avenger", logrando regressar a base apesar de ter sofrido graves danos. 

Os Bv 138 operaram também no Mar Negro até o verão de 1944. 

Em 1943 o Bv 138 reapareceu sobre o Golfo da Biscaia, a partir de onde eram realizadas patrulha sobre o Atlântico, e onde se manteria em operação até que os alemães deixaram Biscarrosse em agosto de 1944. Aqui sofreriam pesadas baixas muitas delas resultantes de bombardeamentos aliados. 

Em 1943, operou no Mar Mediterrâneo por algum tempo a partir de Creta, realizando patrulhas de reconhecimento de longo alcance. 

Modelo RC de um Bv 138
Na primavera de 1944, o número aeronaves Bv 138 operacionais era bastante reduzido, em resultado da cessação da produção e das perdas elevadas devido á superioridade aérea dos Aliados. A última operação registada de um BV138 data de maio de 1945, quando um Bv 138, baseado em Copenhaga, voou para um lago perto de Berlim transportando 10 feridos e regressando à base. 

Hoje não existe qualquer exemplar preservado desta aeronave, apenas existem os destroços de um Blohm & Voss Bv 138 naufragado após a Guerra ao largo de Copenhaga, posteriormente recuperado, e atualmente em exibição no Museu Nacional de Ciência e Tecnologia (Danmarks Tekniske Museum) em Elsinore, na Dinamarca.


DESENHOS
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PERFIL
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FONTES
VER TAMBÉM
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Polikarpov U-2 (Po-2) "Mule"

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O Polikarpov U-2 (no pós guerra designado por Polikarpov Po-2 ), foi um biplano de instrução multifunções produzido na URSS entre 1928 e 1952. A sua fiabilidade, simplicidade de construção e manutenção, aliadas a uma versatilidade comprovada (avião de ligação, ataque ao solo, reconhecimento aéreo, guerra psicológica ), muito para além da simples instrução para o qual foi concebido, fizeram dele um dos mais versáteis aviões leves construídos pela URSS. Em 1978, ele era o avião que durante mais tempo fora produzido na URSS e a segunda aeronave mais produzida em toda a história da aviação. Embora não existam numero precisos, mas estima-se que tenham sido produzidas entre 1928 e 1953 mais de 40000 U-2/Po-2 (apesar dos registos de produção apurarem entre as 20.000 e 30.000 unidades, os números corretos são difíceis de obter devido a pequenas produções de oficinas independentes que continuaram até 1959 a construir a aeronave).
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Ano
1927
Pais de Origem
URSS
Função
Biplano de instrução, multifunções
Variante
U-2 standard
Tripulação
2
Motor
Peso (Kg)
Vazio
770
Máximo
1350

Dimensões (m)
Comprimento
8,40
Envergadura
11,40
Altura
3,10

Performance (Km)
Velocidade Máxima
152
Teto Máximo
3000
Raio de ação
530
Armamento
1 x metralhadora  ShKAS de 7,62 mm
até 120Kg  de bombas ou 4 foguetes anticarro RS-82
Países operadores

Fontes
Airwar.ru
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GALERIA
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Polikarpov U-2 standard
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Polikarpov U-2 standard
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Polikarpov U-2S
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Policarpov U-2VS
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Polikarpov U-2LNB
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Polikarpov Po-2  (Warbirds)
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HISTÓRIA
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O processo de criação do U-2, que começou em 1923,quando a OKB Polikarpov, gabinete de estudo e desenho,  dirigida pelo engenheiro aeronáutico  Nikolai Nikolaevich Polikarpov decidiu melhorar a sua aeronave de instrução Polikarpov U-1 (basicamente uma cópia Russa do Avro 504K), fundamentalmente para melhorar a facilitar as operações de manutenção e a própria produção, consideradas um quebra cabeças pelos russos. A nova aeronave designar-se-ia Polikarpov U-2.

Polikarpov U-1
Os requisitos técnicos para a nova aeronave de instrução só foram definidas em 1926 pela recém criada TsKB Aviatresta (conglomerado estatal responsável pela  produção de aeronaves). Graças ao trabalho anteriormente desenvolvido, o anteprojeto foi preparado em três meses, discutido no Conselho Técnico da TsKB Aviatresta no final de 1926, e entrou  em  fase final de projeto em  janeiro de 1927.

Os testes estáticos do protótipo começaram em Abril prolongando-se até o final de maio de 1927, sendo aprovado pela Comissão Científica do Instituto da Força Aérea em junho.  Seguiram-se os testes de motor que devido a vários problemas com o Shvetsov M-11, se prolongaram até final do ano. Resolvidos os problemas com o motor o primeiro voo do Polikarpov U-2 seria realizado com sucesso em janeiro de 1928. Nos testes oficiais realizados em Março de 1928, o avião com o peso de 870 kg, voo a uma velocidade máxima de 140 Km/h, e tinha velocidade de aterragem de 60 km/h, demonstrando ser totalmente compatível com as exigências estabelecidas. A avaliação dos pilotos foi unanimemente positiva, de modo que foi decidida a produção em massa da nova aeronave de instrução.

Polikarpov U-2
O U-2 era um biplano construído em madeira de pinho e madeira compensada com uniões em aço leve e revestimento em tecido  de  formas relativamente simples e retilíneas, com  ambos os planos das asas (de escalonamento ascendente) e empenagem de linhas retas  com pontas arredondadas. Esta configuração pretendia simplificar produção, e com isso reduzir os custos, e da mesma forma simplificar a manutenção e reparação pois permitia a permutabilidade das estruturas nomeadamente das asas, da empenagem e superfícies de controlo, para além de proporcionar uma alta capacidade de manobra à aeronave.  O motor, motor inicialmente montado num anel estampado em duralumínio e posteriormente (a partir de 1931) instalado numa estrutura de tubos de aço soldados, era um Shvetsov M-11 de cinco cilindros em estrela arrefecido a ar e com 100 cv de potência. O trem de aterragem  convencional, era  reforçada pela adição de um eixo fixo entre as duas pernas para permitir a utilização de pistas improvisadas.  A aeronave dispunha de controlos duplos para  dois tripulantes sentados  em tandem.
Polikarpov U-2, comunicação do instrutor

A produção foi iniciada de imediato em 1928, com aeronaves a serem entregues à jovem Aviação Militar Soviética (VVS - Voyenno-Vozdushnye Sily).

A fiabilidade, simplicidade, fácil manuseio da aeronave, baixo custo e facilidade de construção foram características que conduziram a que durante o longo período em que se manteve em produção, fossem feitas modificações e ou adaptações que lhe permitiam desempenhar um grande número de funções. De entre as modificações salientam-se: 

Polikarpov U-2A (AP, AR) - monolugar para uso agrícola na pulverização de campos, com trem de aterragem de rodado duplo e capacidade para 250Kg de produtos químicos, produzida a partir de 1930 e continuaria para além de 1944. (construídas cerca de 9000 aeronaves).

Polikarpov U-2LSh - Light Shturmovik. Aeronaves da versão base, convertidas a partir de 1941 para desempenhar funções de apoio próximo e ataque ao solo, armadas com uma metralhadora de 7,62 mm ShKAS , montada num anel sobre o habitáculo traseiro, e suportes sob as asas para 120 kg de bombas, ou para quatro foguetes RS-82. Entre as tropas soviéticas esta versão tinha uma boa reputação sendo apelidada de “Kukuruznik” (cortador de milho).
Polikarpov U-2, alterado em campo para
 uso de bombas FAB-50

Polikarpov U-2LNB – Aeronaves construídas a partir de 1941 especificamente para apoio próximo, como bombardeiros ligeiros. Distinguiam-se das U-2LSh convertidas por terem uma capacidade de carga ofensiva superior (200Kg). Estas aeronaves, geralmente transportavam flares ou um holofote, e dispunham de um silenciador de escape do motor, que lhes permitia efetuar ataques noturnos.

Polikarpov U-2 M - versão de 1931 equipada com flutuadores.

Polikarpov U-2NAK - variante de reconhecimento com um observador e com um rádio do Exército, usada para orientação da artilharia. 

Polikarpov U-2S - série limitada construída a partir de 1934 conhecida como “Sanitamyi Samolyet” (aeronaves ambulância) com o cockpit traseiro substituído por compartimento fechado para um auxiliar médico com espaço para transportar uma maca.


Polikarpov U-2M
Polikarpov U-2SP – versão com três cabines abertas, construído entre 1934 e 1939, principalmente para a Aeroflot para utilização como aviões de passageiros e de entrega de correio. Durante a guerra foram utilizados como aeronaves de ligação (861 aeronaves).

Polikarpov U-2SPL - Um modelo de limusine com cabine traseira fechada para dois passageiros e porta de acesso lateral. 

Polikarpov U-2VS – versão da para operações de ligação utilizados por altos funcionários em tempo de guerra. Mais de 9000 estavam nestas funções em 1945.
Após a morte de Polikarpov, em 30 de Julho de 1944, o U-2 foi redesignado Po-2 e no  pós-guerra continuou em produção na União Soviética durante vários anos e também em grande escala  na Polónia de 1948 a 1953, sob a denominação de CSS-13. Das versões do pós guerra relevam-se as seguintes:

Polikarpov Po-2GN - aeronaves de propaganda com alto-falante construído a partir de 1944.

Polikarpov Po-2L - Uma versão limousine com cabine de passageiros fechada e porta de acesso lateral.

Polikarpov Po-2 (CSS-13) em varias configurações de carga
Polikarpov Po-2S (Po-2SKF)- Versão ambulância construída durante a guerra, semelhante à versão U-2S, mas com motor M-11D. A versão Po-2S-3 dispunha de dois contentores sobre os planos inferiores (em de cada lado da fuselagem), para transporte de uma maca em cada.

Polikarpov Po-2ShS – Aeronave de ligação construída a partir de 1943 com uma nova fuselagem e com uma cabina fechada para o piloto e dois ou três passageiros.

Polikarpov Po-2SP - Uma versão do pós-guerra especializada para a pesquisa geográfica e fotografia aérea.

Polikarpov CSS-13 – Versão de construção polaca, alguns com cabina da tripulação fechada.

Polikarpov CSS-S-13 - Versão polaca de ambulância com a carlinga do piloto fechada e uma carlinga fechada na secção traseira para uma maca e um médico assistente,

Polikarpov U-2 LNB
Ao longo dos anos de 1930 os Polikarpov U-2  foram fornecidos a vários países, incluindo Bolívia e  Japão (este comprou  duzentos e cinquenta exemplares deste biplano por suas escolas e centros de instrução de aviação). Até a entrada da União Soviética na segunda guerra mundial  em 13 de setembro de 1939, mais de doze mil exemplares foram construídos, sendo fundamentalmente utilizados na instrução.

No pós guerra os Po-2 foram largamente fornecidos pela União Soviética aos seus aliados, e permaneceram em serviço durante largos anos. Os últimos Po-2 foram retirados do serviço na URSS em 1961  (receberam a designação NATO de Mula), e na Bulgária e Checoslováquia manter-se-iam ao serviço até ao segundo semestre de 1970 (grande longevidade para  um avião projetado na década de 1920).

Tomando como válida a informação de propaganda Soviética, o Polikarpov U-2/Po-2, terá formado quase 100 mil pilotos durante os anos de guerra, naquela que foi a função para a qual foi criado. Para além da instrução o seu uso foi largamente difundido como aeronave de ligação e de transporte ligeiro, nomeadamente no transporte de correio e de altas personalidades,  sendo tasmbem utilizado na difusão de propaganda Soviética (a primeira operação militar do Policarpov  U-2 ocorreu a 6 de outubro de 1939, na qual um avião foi usado para lançar folhetos de propaganda sobre a cidade báltica de Vilnius).
Polikarpov U-2 LNB pormenor da arma ShKAS 

Quando  a 30 de novembro a União Soviética ataca a Finlândia, dando inicio à Primeira Guerra de Inverno. Varia dezenas de U-2 são levados para a frente de combate, depois de convertidos em aeronaves de reconhecimento armado, com a adição de uma metralhadora de 7,62 mm  ShKAS para ser operada pelo tripulante da retaguarda e suportes para 40 Kg de bombas sob as asas.
Mas é  em 1941 que a situação muda radicalmente quando o Terceiro Reich invadiu aUnião Soviética.  Perante a emergência de defesa do território perante o avanço fulgurante da Blitzkrieg, muitos U-2  são transformados para receber como armamento principal,  foguetes RS-82  de alta velocidade, (os mesmos utilizados pelo Illyushin Il-2), para ataque ao solo, uma arma antitanque por excelência. Porém o U-2, apesar da sua superior manobrabilidade, era presa fácil para os modernos caças alemães como os Messerschmitt Bf-109 .

Durante a guerra os Polikarpov U-2LNB tornar-se-ia conhecidos nas mão do Regimento de Bombardeiros Noturnos, constituído quarenta tripulações totalmente fenininas, conhecido por “Bruxas da noite”, (Nochnye Vedmy) . Durante a guerra realizaram cerca de 23000 saidas operacionais durante as quais largaram 3.000 toneladas de bombas. Esta foi a unidade feminina da força aérea soviética mais condecorada durante a guerra, tendo cada piloto voado mais de 800 missões (trinta de seus membros morreram em combate).
Polikarpov U-2, do regimento Bruxas da Noite, 1944.

O U-2 terá também um papel relevante, em algumas operações nas batalhas de Tula, Moscovo e Leningrado. Mas é, sem dúvida, em Estalingrado que estes biplanos fezeram maior estragos aos blindados da  Wermaacht e Waffen SS . Durante a batalha mais de 1.500 Polikarpov U-2 participaram em operações diurnas e noturnas contra formações Panzers e posições de artilharia alemães.

Alguns U-2 também participaram de missões de reconhecimento marítimo no Mar Negro e no Mar Báltico, a fim de identificar qualquer eventual movimento de U-boats da Kriegsmarine, porém a sua pequena carga ofensiva era incapaz de provocar danos ao navios e por isso as aeronaves foram retirados das operações em janeiro de 1942.

O Polikarpov U-2 nunca atingiu a fama ou o reconhecimento de outros biplanos como  os De Havilland DH.82 Tiger Moth  ou os Fairey  Swordfish mas foi sem grande duvida um grande activo da VVS, antes, durante e nos anos que se seguiram a segunda guerra mundial.

Algumas aeronaves Polikarpov U-2/Po-2,  voam atualmente  como “warbirds” , especialmente na América do Norte e Europa.

DESENHOS
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PERFIL
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FONTES
VER TAMBÉM
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Neste blog: Fairey Swordfish


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